José Guimarães diz que percentagem seria usada pela oposição e confronta posições de aliados governistas
O deputado José Guimarães (PT-CE), líder do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Câmara dos Deputados, afirmou nesta terça-feira que fará “o que for provável” para barrar a franqueza de uma Percentagem Parlamentar de Questionário (CPI) destinada a investigar suspeitas de irregularidades envolvendo o Banco Master.
A enunciação foi dada em entrevista à CNN Brasil. Segundo Guimarães, apesar de reconhecer a sisudez das acusações relacionadas ao banco comandado por Daniel Vorcaro, a instalação de uma CPI não seria necessária e acabaria funcionando porquê varanda político para a oposição.
Resguardo da atuação da Polícia Federalista
Para o líder governista, as investigações em curso já estariam sendo conduzidas de forma adequada pela Polícia Federalista, o que tornaria a percentagem parlamentar redundante.
Guimarães sustentou que o caso não deve salpicar no governo federalista e ressaltou que a prioridade, na sua avaliação, é evitar que o Congresso seja usado para disputas políticas em torno do escândalo. Ainda assim, ponderou que a posição definitiva do Executivo sobre o tema será discutida internamente com a ministra Gleisi Hoffmann.
Divergência entre líderes governistas
A postura adotada por Guimarães contrasta com declarações recentes de outros integrantes da base governista. O senador Randolfe Rodrigues, líder do governo no Congresso Vernáculo, afirmou na semana passada que o Palácio do Planalto apoiaria as investigações “custe o que custar” e que não haveria objeção à instalação de uma CPI.
Na mesma risca, o deputado Lindbergh Farias, líder do PT na Câmara, também se posicionou publicamente em prol da apuração e chegou a assinar um dos requerimentos para geração da percentagem.
Suporte mantido apesar de embate interno
Mesmo diante da resistência de Guimarães, Randolfe Rodrigues mantém o pedestal à investigação parlamentar. O senador reforçou sua posição depois a adesão de um inimigo político ao pedido de CPI, o que, em sua avaliação, ampliaria a legitimidade da apuração.
Atualmente, três pedidos distintos de CPI para investigar o Banco Master já contam com o número mínimo de assinaturas exigido pelo regimento da Câmara para serem instalados, o que mantém o tema no meio das disputas internas da base governista.
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