A esperança de um consolação para a família Bolsonaro foi, mais uma vez, sepultada pela caneta do ministro Alexandre de Moraes. Em uma série de despachos que atingem o coração da estratégia da direita, o magistrado tomou decisões duras que impactam diretamente a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro e, por consequência, a pré-candidatura de seu fruto, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
O “Não” à Mansão e aos Aliados
A decisão mais sentida pela família foi a negativa tácita ao apelo dramático feito pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Em reunião recente com Moraes, Michelle pediu a conversão da prisão do marido para o regime domiciliar, alegando a fragilidade de sua saúde aos 70 anos. O ministro, no entanto, ignorou o pedido humanitário e determinou a permanência de Bolsonaro na “Papudinha” (19º Batalhão da PM), sob um regime que a resguardo classifica porquê draconiano.
Não bastasse manter o líder conservador encarcerado, Moraes desferiu outro golpe nesta quinta-feira (29): proibiu as visitas do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e do senador Magno Mamparra (PL-ES). A justificativa solene cita “riscos às investigações”, mas, na prática, a medida isola Bolsonaro de seus principais articuladores políticos, dificultando a coordenação da campanha de Flávio para o Planalto.
Perseguição Estendida
Enquanto o pai é solitário em Brasília, o irmão do pré-candidato também sente o peso da mão do STF. Eduardo Bolsonaro, que segue nos Estados Unidos denunciando a situação brasileira, continua com seus bens e contas bloqueados por ordem de Moraes, em uma asfixia financeira que tenta silenciar uma das vozes mais ativas da oposição no exterior.
Para Flávio Bolsonaro, que assumiu a missão de simbolizar o legado do pai nas urnas, as decisões de Moraes não são meros atos jurídicos, mas peças de um “projecto” para atrapalhar a reorganização da direita em 2026. “Eles querem inviabilizar não só o CPF, mas a existência política da nossa família”, desabafou um coligado próximo.
O Isolamento Programado
A rotina imposta a Bolsonaro na Papudinha é rígida. Visitas sociais, agora restritas a sábados e quartas-feiras, ocorrem sob possante vigilância. Até mesmo a ingressão de Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo e peça-chave no pedestal a Flávio, teve que passar pelo crivo demorado do ministro antes de ser autorizada.
A mensagem de Brasília é clara: para a família do pré-candidato, nãohaverá trégua. A eleição de 2026 já começou, e ela está sendo disputada não somente nas urnas, mas nos gabinetes do Supremo.
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