Operação Erradicatio aponta esquema organizado com ameaças constantes e prejuízo de tapume de R$ 200 milénio
A Polícia Social prendeu, nesta quarta-feira (28), mais duas pessoas durante a segunda temporada da Operação Erradicatio, que investiga crimes de roubo e organização criminosa no Setentrião do Rio Grande do Sul. As prisões foram realizadas pela delegacia de Sananduva.
Os novos detidos são um irmão e um rebento do vereador Sandro Marcolin (Progressistas), ex-presidente da Câmara de Vereadores de São João da Urtiga, que já havia sido recluso preventivamente há tapume de 15 dias no curso da mesma investigação.
Cinco presos e esquema estruturado
Com as duas prisões desta lanço, a investigação soma cinco pessoas detidas de forma preventiva. Segundo a Polícia Social, o grupo atuava de maneira organizada, exigindo pagamentos em quantia de diversas vítimas mediante ameaças graves e intimidações reiteradas.
Ainda conforme os investigadores, as práticas criminosas resultaram em um prejuízo estimado em aproximadamente R$ 200 milénio às vítimas, valor delicado a partir dos depoimentos e da estudo de movimentações financeiras.
Subdivisão de funções dentro da organização
As apurações indicam que a suposta organização criminosa mantinha uma ramificação clara de tarefas. Alguns integrantes ficavam responsáveis pela cobrança dos valores, enquanto outros realizavam as ameaças diretas às vítimas. Havia ainda membros encarregados de movimentar os recursos obtidos de forma ilícita, o que reforça a suspeita de estruturação sólido do grupo.
A Polícia Social destacou que a atuação coordenada foi um dos elementos que embasaram os pedidos de prisão preventiva deferidos pela Justiça.
Solidão do procuração e mudança no comando da Câmara
Em seguida ser recluso, Sandro Marcolin solicitou licença por tempo indeterminado do procuração de vereador. Com isso, sua remuneração foi suspensa maquinalmente.
Em razão do isolamento, o vice-presidente da Mesa Diretora, Jalmir Cecatto (União), assumiu a presidência da Câmara de Vereadores de São João da Urtiga, conforme previsto no regimento interno do Legislativo municipal.
Investigações continuam
A Polícia Social informou que as investigações seguem em curso. O objetivo agora é identificar outras possíveis vítimas do esquema e apurar se há mais pessoas envolvidas nos crimes investigados no contextura da Operação Erradicatio.
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