Ministra diz que decisão foi tomada em seguida conversa com Lula e comando do PT
A ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, anunciou nesta quarta-feira (21) sua pré-candidatura ao Senado Federalista pelo Paraná. O enviado foi feito por meio das redes sociais, onde a petista afirmou que a decisão ocorreu em seguida diálogo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com o presidente pátrio do PT, Edinho Silva.
A movimentação eleitoral ocorre poucos meses depois de Gleisi assumir o comando da fala política do governo federalista.
Trajetória recente no Congresso e no Executivo
Antes de chegar à Secretaria de Relações Institucionais, em março de 2025, Gleisi exercia procuração de deputada federalista pelo PT do Paraná. Ela foi eleita para a Câmara dos Deputados em 2018 e reeleita em 2022, mantendo possante atuação na bancada petista.
Caso confirme a candidatura ao Senado, a ministra precisará deixar o incumbência até abril, conforme determina a legislação eleitoral. A regra exige desincompatibilização de seis meses para integrantes do Executivo que pretendem disputar eleições.
Primeira disputa ao Senado
A pré-candidatura marca a primeira tentativa de Gleisi Hoffmann de invadir uma vaga no Senado Federalista. Até agora, sua trajetória eleitoral foi concentrada na Câmara dos Deputados e em cargos de direção partidária, além da atuação no Executivo.
Esvaziamento do governo antes das eleições
O pregão de Gleisi reforça um movimento mais largo de desgaste e esvaziamento da equipe ministerial do governo Lula antes do calendário eleitoral de 2026 lucrar força. Além da ministra das Relações Institucionais, outros nomes de peso já são apontados porquê possíveis saídas nos próximos meses.
Entre eles estão Fernando Haddad (Quinta), Camilo Santana (Ensino), Rui Costa (Vivenda Social), Simone Tebet (Planejamento), Sidônio Palmeira (Notícia Social) e José Múcio (Resguardo).
Impacto político no Planalto
A saída de Gleisi tende a penetrar uma vácuo no núcleo político do Planalto, justamente em um momento de dificuldade na fala com o Congresso Pátrio. A Secretaria de Relações Institucionais é considerada estratégica para a sustentação da agenda legislativa do governo.
No Ministério da Ensino, a verosímil saída de Camilo Santana também gera inquietação. O ministro já sinalizou que pode deixar o incumbência para se destinar à disputa eleitoral no Ceará, em um cenário que envolve a candidatura de Ciro Gomes. A pasta é vista porquê uma das mais sensíveis do governo, principalmente em ano pré-eleitoral, por concentrar orçamento ressaltado e grande visibilidade política.
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