Instabilidade marca início do maior pagamento da história do fundo, que envolve R$ 40 bilhões
O aplicativo do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), criado para permitir a solicitação de ressarcimento de investidores do Banco Master, apresentou instabilidade poucas horas em seguida o início da liberação dos pagamentos, anunciada na manhã deste sábado (17). Usuários passaram a relatar falhas no funcionamento da plataforma logo no primeiro dia do processo.
Segundo informações do próprio FGC, encaminhadas ao jornal Folha de S.Paulo, a preâmbulo do sistema para os credores dos bancos Master, Master de Investimentos e Letsbank provocou um volume proeminente de acessos simultâneos, o que comprometeu a disponibilidade do aplicativo. Até o meio-dia, haviam sido registrados mais de 140 milénio acessos.
FGC promete normalização do sistema
O fundo informou que a infraestrutura tecnológica do aplicativo é autoescalável e que a expectativa é de normalização nas próximas horas. De combinação com o órgão, equipes técnicas seguem monitorando o sistema em tempo real e realizando ajustes para melhorar o desempenho.
Apesar disso, investidores relataram dificuldades para acessar a plataforma, concluir o cadastro e continuar nas etapas exigidas para solicitar o ressarcimento. A principal queixa envolve a impossibilidade de enviar documentos, lanço considerada forçoso para a liberação dos valores.
Pagamentos começaram em seguida liquidação do banco
O pagamento da garantia teve início neste sábado para valores mantidos no Banco Master, cuja liquidação extrajudicial foi decretada em 18 de novembro pelo Banco Mediano do Brasil (BC). Têm recta ao ressarcimento investidores com aplicações uma vez que Certificados de Repositório Bancário (CDBs) ou recursos em conta fluente da instituição.
A operação prevê o desembolso de R$ 40,6 bilhões para murado de 800 milénio investidores, o que configura o maior resgate já realizado pelo FGC. Inicialmente, a estimativa era de atender 1,6 milhão de clientes, número que foi revisado ao longo do processo.
Segundo o fundo, o pausa de 60 dias entre a decretação da liquidação e o início dos pagamentos foi maior do que o padrão justamente em razão da dimensão e complicação do caso.
Diretor do FGC fala em esforço sensacional
Em expedido ao mercado, o diretor-presidente do FGC, Daniel Lima, afirmou que a operação exigiu um trabalho fora do generalidade.
“A equipe do liquidante, com pedestal do time do FGC, trabalhou incansavelmente, dias, noites e finais de semana, para gerar os arquivos no menor tempo provável”, declarou.
Mesmo assim, nas redes sociais, investidores demonstraram frustração com as falhas do aplicativo, relatando telas que não carregam, mensagens de erro, dificuldades de autenticação e receio de novos atrasos, em seguida quase dois meses de espera.
Procedimento não é automático e há alerta contra golpes
O FGC reforça que o pagamento não é automático. Para receber os valores, o investidor precisa se cadastrar no aplicativo e seguir o procedimento definido pelo fundo. O repositório será feito diretamente em conta de mesma titularidade do credor.
O órgão também alerta para tentativas de golpe e ressalta que o ressarcimento deve ser solicitado exclusivamente pelos canais oficiais. O valor supremo resguardado é de R$ 250 milénio por CPF ou CNPJ, incluindo rendimentos calculados até a data da liquidação. Não há correção ulterior por inflação ou pela taxa Selic.
Especialistas afastam risco sistêmico
Apesar do montante envolvido, especialistas avaliam que o caso não representa risco sistêmico ao fundo. De combinação com relatório divulgado em novembro de 2025, o FGC dispõe de murado de R$ 125 bilhões em caixa. Até logo, o maior desembolso havia ocorrido na liquidação do Bamerindus, em 1997, com aproximadamente R$ 20 bilhões em valores atualizados.
O Banco Master teve a liquidação decretada pelo BC em razão de uma grave crise de liquidez e de violações às normas do Sistema Financeiro Pátrio. Investigações apontam o uso de operações simuladas, laranjas e atribuição sintético de preços a ativos sem liquidez.
O controlador do banco, Daniel Vorcaro, chegou a ser recluso ao tentar deixar o país, mas foi solto dias depois, com a imposição do uso de tornozeleira eletrônica.
Veja também
Banco Mediano,Brasil
https://www.contrafatos.com.br/aplicativo-do-fgc-cai-no-primeiro-dia-de-ressarcimento-a-clientes-do-banco-master//Manancial/Créditos -> INFOMONEY








