Transmitido solene evita pena direta à repressão e afirma que porvir do país cabe somente aos iranianos
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva divulgou nesta terça-feira (13) um enviado solene sobre a situação no Irã, adotando um tom considerado diplomático e evitando críticas diretas ao regime diante da repressão violenta contra manifestantes. No texto, o Brasil afirma que “acompanha, com preocupação, a evolução das manifestações” e sustenta que “cabe somente aos iranianos sentenciar, de maneira soberana, sobre o porvir de seu país”.
A nota foi publicada em meio a denúncias internacionais de massacre de manifestantes, com milhares de mortos e presos durante os protestos que se espalharam pelo país desde o termo de dezembro.
Texto lamenta mortes, mas evita responsabilização
No enviado, o governo brasílio lamenta as vítimas, mas não menciona o regime iraniano porquê responsável pela repressão. O texto afirma:
“O governo brasílio acompanha, com preocupação, a evolução das manifestações que ocorrem, desde o dia 28 de dezembro, em diversas localidades do Irã. O Brasil lamenta as mortes e transmite pêsames às famílias afetadas. Ao sublinhar que cabe somente aos iranianos sentenciar, de maneira soberana, sobre o porvir de seu país, o Brasil insta todos os atores a se engajarem em diálogo pacífico, substantivo e construtivo.”
A enunciação reforça a tradicional posição da diplomacia brasileira de não mediação, mesmo diante de denúncias de graves violações de direitos humanos.
Itamaraty cita comunidade brasileira no Irã
O Ministério das Relações Exteriores informou ainda que acompanha a situação por meio da Embaixada do Brasil em Teerã, com atenção próprio à comunidade brasileira que vive no país.
Segundo o enviado, até o momento não há registro de brasileiros mortos ou feridos em decorrência dos protestos e da repressão.
Reação internacional e críticas
A postura do governo brasílio contrasta com a de outros países e organizações internacionais que vêm condenando claramente a violência do regime iraniano contra civis. Críticos apontam que, ao tratar o incidente somente porquê uma questão interna, o Brasil minimiza a seriedade do massacre e se abstém de cobrar responsabilidades.
A nota encerra sem anunciar qualquer iniciativa diplomática suplementar ou pena formal às ações das autoridades iranianas.
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