Medida ocorre depois da prisão de Nicolás Maduro pelos EUA e atende a uma das principais exigências internacionais
O regime venezuelano anunciou, nesta semana, as primeiras libertações de presos políticos desde a prisão de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, em uma operação militar conduzida pelos Estados Unidos. A decisão foi comunicada já sob o comando interino de Delcy Rodríguez, que assumiu a liderança do chavismo posteriormente a conquista do ex-ditador.
Maduro e Cilia Flores permanecem detidos em Novidade York, onde respondem a processos por narcotráfico e outras acusações criminais apresentadas pela Justiça norte-americana.
Proclamação solene partiu do Parlamento venezuelano
A confirmação das libertações foi feita pelo presidente da Tertúlia Vernáculo, Jorge Rodríguez, irmão de Delcy Rodríguez. Segundo ele, a medida foi adotada sem acordos prévios e tem porquê objetivo pronunciado reduzir tensões internas e promover um envolvente de convívio pacífica no país.
“É um gesto unilateral do governo bolivariano”, afirmou Rodríguez em entrevista concedida em Caracas. “Considerem nascente gesto do governo bolivariano, com sua ampla intenção de buscar a sossego, porquê a tributo que todos devemos dar para prometer que nossa república continue sua vida pacífica.”
Agradecimentos a líderes estrangeiros
Durante o pregão, Jorge Rodríguez mencionou e agradeceu os esforços do ex-primeiro-ministro da Espanha, José Luis Rodríguez Zapatero, do presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e do governo do Procurar. Segundo ele, esses atores internacionais atenderam rapidamente a pedidos feitos por Delcy Rodríguez.
Apesar da menção, o dirigente chavista destacou que não há confirmação de participação direta desses governos na decisão final sobre as libertações.
Libertação de presos é exigência dos Estados Unidos
O pregão ocorre poucos dias depois de o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, apresentar um projecto de três etapas para a Venezuela. De pacto com Rubio, o primeiro passo é estabilizar o país e evitar o agravamento da crise institucional e social.
A segunda temporada prevê libertação de opositores presos, licença de anistias e reconstrução da sociedade social. A lanço final, segundo o governo dos EUA, será a transição política.
O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou ao jornal The New York Times que a presença dos Estados Unidos porquê tutores políticos da Venezuela deve se estender por “muito mais tempo”, sem prazo definido para fecho.
Espanhóis entre os libertados
Entre os beneficiados pelas primeiras libertações estão ao menos quatro cidadãos espanhóis: Andrés Martínez Adasme, José María Basoa, Miguel Trigueiro e Ernesto Gorbe, conforme relataram fontes diplomáticas ao jornal El País.
Ainda há pelo menos outros 15 detentos com dupla cidadania hispano-venezuelana, mas não há confirmação solene sobre quantos deles também foram incluídos na medida.
O ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel Albares, declarou que “as informações ao longo de todo o dia indicam que as libertações estão ocorrendo conforme anunciado” e confirmou que, com cautela, há espanhóis entre os soltos.
Números e histórico da repressão política
Segundo dados da ONG Renda Penal, a Venezuela possui atualmente tapume de 800 presos políticos, dos quais aproximadamente 200 são militares. Em 2024, a entidade registrou o maior número de detenções políticas dos últimos 25 anos, alcançando tapume de 1,8 milénio presos.
O salto ocorreu posteriormente as eleições de 28 de julho, quando as autoridades eleitorais declararam Maduro vencedor. A oposição venezuelana, os Estados Unidos e organismos internacionais não reconheceram o resultado, afirmando que o vencedor legítimo teria sido o ex-diplomata Edmundo González.
Um mês depois do pleito, o número de presos políticos chegou a 2,4 milénio, com 1.581 novas detenções. Antes das eleições, segundo a Renda Penal, o país registrava tapume de 200 presos políticos. Desde portanto, mais de 2 milénio pessoas foram libertadas, de pacto com dados oficiais.
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