A relação já tensa entre Washington e Caracas atingiu um novo patamar em seguida o vazamento do teor da relação telefônica realizada em 21 de novembro entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o ditador venezuelano, Nicolás Maduro. O diálogo, mantido em sigilo até portanto, veio a público nesta terça-feira (2) e expôs um cenário crítico, marcado por pressões diretas, recusas contundentes e exigências desesperadas por segmento do regime venezuelano.
Segundo informações obtidas por fontes ligadas à diplomacia norte-americana, Trump teria oferecido a Maduro um ultimato explícito, fixando um prazo para que o ditador deixasse o território venezuelano. A decisão faria segmento de uma estratégia mais ampla da Morada Branca para correr a queda do regime bolivariano, já fragilizado por sucessivas denúncias internacionais e pelo colapso econômico interno.
Maduro pediu anistia totalidade e término de processos internacionais
De negócio com o vazamento, durante a relação Maduro demonstrou preocupação evidente com o progresso da pressão internacional e teria apresentado uma extensa lista de condições para concordar em deixar o poder. Entre os pedidos feitos pelo venezuelano, constavam:
- Anistia completa para ele e todos os seus familiares;
- Remoção imediata das sanções dos Estados Unidos contra o regime venezuelano;
- Fechamento do processo contra ele no Tribunal Penal Internacional (TPI);
- Suspensão das sanções aplicadas a mais de 100 funcionários de cocuruto escalão do governo venezuelano;
- A possibilidade de que a vice-presidente e aliada de longa data, Delcy Rodríguez, assumisse um governo interino antes de novas eleições serem convocadas.
As demandas foram classificadas por assessores americanos uma vez que “exorbitantes, irreais e incompatíveis com qualquer processo de transição democrática séria”.
Trump recusou a maioria dos pedidos
Ainda segundo as informações vazadas, Trump teria recusado de maneira categórica praticamente todas as solicitações de Maduro. Fontes afirmam que o presidente norte-americano deixou evidente que não haveria negociação quanto aos crimes cometidos pelo regime e destacou que o processo no TPI é independente, portanto, impossível de ser pausado por interferência política.
Trump também teria afirmado que o governo dos EUA não está disposto a retirar sanções sem garantias reais de uma saída efetiva e imediata do ditador, e que a proposta de Delcy Rodríguez assumir o governo interino era “inadmissível”, já que perpetuaria a lógica de poder do chavismo.
Em vez disso, Trump fixou um prazo definitivo para que Maduro deixasse a Venezuela, podendo escolher o país para onde fugiria, levando consigo seus familiares diretos. A Morada Branca ofereceu garantias mínimas de segurança durante a eventual retirada, mas unicamente dentro dos limites definidos pelos interesses estratégicos dos Estados Unidos e de seus aliados.
Prazo expirou, e Trump reagiu com fechamento do espaço alheado
O ultimato terminou na sexta-feira (28). Sem qualquer sintoma ou cumprimento da exigência por segmento do ditador venezuelano, a resposta de Trump veio rapidamente. No sábado (29), o presidente emitiu uma orientação pública que gerou enorme repercussão internacional:
“Todas as companhias aéreas, pilotos, traficantes de drogas e traficantes de pessoas devem considerar o FECHAMENTO TOTAL DO ESPAÇO AÉREO SOBRE E AO REDOR DA VENEZUELA.”
A enunciação ocorreu em seguida a constatação de que Maduro ignorou completamente o prazo estabelecido. O governo norte-americano defende que o fechamento tem uma vez que objetivo impedir movimentações suspeitas do regime, evitar fugas estratégicas de aliados chavistas e limitar a circulação do tráfico ilícito que, segundo investigações americanas, opera sob complacência direta de setores do próprio governo venezuelano.
Isolamento internacional de Maduro aumenta
O vazamento da relação reforça o isolamento do regime e expõe o nível de desespero que Maduro demonstra nos bastidores. A tentativa de negociar sua saída com uma ampla lista de concessões é vista por especialistas em diplomacia uma vez que um sinal evidente de que o ditador não acredita mais na sobrevivência política a longo prazo.
Já o fechamento do espaço alheado sobre a Venezuela no sábado provocou efeitos imediatos: companhias civis deixaram de sobrevoar o país, e radares internacionais registraram um vazio incomum na região, aumentando a pressão e dificultando movimentações internas do regime.
Cenário explosivo
Com o teor da relação agora público, cresce a expectativa sobre os próximos passos de Washington. A postura firme de Trump, aliada ao fechamento do espaço alheado e ao colapso político em Caracas, expõe um cenário explosivo que pode correr a queda de um dos regimes autoritários mais longevos da América Latina.
Uma coisa é certa: Maduro está acuado — e o mundo está assistindo.









