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A situação do atual comandante do Tropa Brasílico, general Tomás Miguel Miné Paiva, voltou ao meio do debate depois declarações contundentes do desembargador jubilado Sebastião Coelho. O magistrado, espargido por sua postura firme, afirmou que o general adotou comportamento submisso a Alexandre de Moraes, alguma coisa que, segundo ele, “envergonha as Forças Armadas”. A sátira surge em meio a um envolvente de tensão provocado pelas prisões de militares no caso do 8 de Janeiro, que acenderam questionamentos sobre legitimidade, proporcionalidade e garantias individuais.
Em vídeo divulgado nesta quinta-feira (27), Coelho elogiou a Percentagem de Interclubes Militares, que publicou nota classificando porquê “injustas” as prisões determinadas pelo STF. Para o magistrado, o documento dos clubes expôs com coragem as ilegalidades e abusos praticados no processo. Ele ressaltou a preço da revelação, citando nominalmente os presidentes do Clube Naval, do Clube Militar e do Clube da Aviação, afirmando que a nota confronta decisões que afetam diretamente direitos fundamentais dos oficiais.
O desembargador direcionou sua sátira mais dura ao comandante do Tropa, afirmando que ele se manteve “de cabeça baixa” diante do STF no caso do ex-presidente Jair Bolsonaro. Coelho ressaltou que Bolsonaro é o único militar recluso em unidade da Polícia Federalista, em desacordo com a Lei 6.680, que rege o Regimento dos Militares. Para ele, a diferença de tratamento demonstra uma postura “covarde” e alinhada às decisões de Moraes, opinião que já havia expressado em outras publicações desde o dia da prisão, em 22 de novembro.
O Tropa limitou-se a declarar que não comenta manifestações de caráter pessoal, enquanto a nota dos clubes militares reforçou as preocupações com falhas no julgamento. O documento destaca que sentenças devem respeitar o devido processo legítimo, principalmente quando há questionamentos técnicos levantados, inclusive por ministros do próprio STF, porquê Luiz Fux. A percentagem enfatizou que discordar de decisões judiciais não configura ataque às instituições, mas sim tirocínio legítimo de vigilância democrática.
A nota também chamou atenção para o impacto das decisões sobre militares com mais de 40 anos de serviço, que agora cumprem penas consideradas desproporcionais. Entre os condenados estão o almirante Almir Garnier, o general Augusto Heleno, o general Paulo Sérgio Nogueira e o general Braga Netto, todos detidos em unidades das Forças Armadas. Bolsonaro, no entanto, permanece custodiado pela PF, reforçando a percepção de seletividade. O incidente aprofunda o desgaste institucional e amplia o debate sobre os limites do Supremo e seu impacto sobre as Forças Armadas.








