Os mercados globais iniciam esta quarta-feira (12) atentos à possibilidade da paralisação do governo dos Estados Unidos, o shutdown, chegar ao termo depois 42 dias. Hoje, a Câmara, controlada pelos republicanos, vota um combinação que retoma o financiamento das agências federais até janeiro de 2026. O presidente Donald Trump já afirmou que sancionará o texto logo que for validado.
As atenções também se voltam para as repercussões da novidade enunciação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a redução de tarifas do moca. Em entrevista à Fox News, o republicano afirmou, na véspera, que pretende “encolher algumas tarifas” para permitir a ingressão de mais moca no país, sem especificar a extensão da medida nem os países que seriam beneficiados.
A fala animou operadores e investidores ligados ao setor, que veem uma provável retomada das exportações brasileiras depois meses de retração. Desde agosto, os cafés do Brasil enfrentam uma sobretaxa de 50%, o que reduziu em mais da metade as vendas para os Estados Unidos, segundo dados do Juízo dos Exportadores de Moca do Brasil (CeCafé). O Brasil, que segue uma vez que o maior fornecedor global, responde por tapume de 15% das importações americanas.
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No Brasil, o dia traz uma vez que destaque o oferecido de prolongamento do setor de serviços às 9h, termômetro importante para o Resultado Interno Bruto (PIB). O oferecido deve ajudar a calibrar as apostas sobre os próximos passos da política monetária do Banco Medial, num momento em que segmento do mercado revisa projeções de juros.
A temporada de balanços também concentra a atenção dos investidores. Hoje, o mercado acompanha os resultados do terceiro trimestre de empresas uma vez que MRV (MRVE3), Americanas (AMER3), PagBank (PAGS34), Banco do Brasil (BBAS3), Ambipar (AMBP3), Equatorial (EQTL3) e Hapvida (HAPV3).
Já a Percentagem de Constituição e Justiça do Senado sabatina o procurador-geral da República e analisa sua recondução ao incumbência.
Nos Estados Unidos, a agenda começa às 7h com a divulgação do relatório mensal da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), que pode movimentar as cotações do petróleo e influenciar os mercados de pujança. Ao longo do dia, membros do Fomc (Comitê Federalista de Mercado Destapado) e do Fed (Federalista Reserve, o banco medial americano) farão discursos públicos: Williams às 11h20, Waller às 12h20, Bostic às 14h15 e Collins às 18h.
Agenda
Às 10h, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, participa de uma coletiva sobre o Relatório de Segurança Financeira e, às 14h15, profere uma palestra em evento da Bradesco Asset, em São Paulo.
Às 9h30, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reúne com o ministro da Lar Social, Rui Costa, no Palácio do Planalto. Em seguida, às 10h30, tem encontro com a ministra da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, Gleisi Hoffmann, também no Planalto. Às 14h40, Lula recebe o secretário privativo para Assuntos Jurídicos da Lar Social, Marcelo Weick, e, às 15h, o dirigente do Gabinete Pessoal da Presidência da República, Marco Aurélio Marcola.
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Nos Estados Unidos, John Williams, do Federalista Reserve (Fed), participa de uma conferência às 11h20, seguido por Christopher Waller e Anna Paulson, também do Fed, às 12h. Às 13h30, Raphael Bostic, outro dirigente do Fed, participa de um evento, e às 18h, Susan Collins, do mesmo banco medial, discursa em um evento institucional.
Ainda nos EUA, Scott Bessent, do Tesouro, participa de uma conferência às 12h45. No Reino Uno, Stephen Miran, também ligado ao Fed, participa de um evento às 14h30.
Às 17h, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, participa de um evento da Bradesco Asset, em São Paulo.
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- Brasil
- 9h – Propagação do setor de serviços
- EUA
- 7h – Relatório mensal da Opep
INTERNACIONAL
Mobilização
As Forças Armadas da Venezuela iniciaram na terça-feira (11) uma mobilização em todo o país em resposta às “ameaças imperiais” dos Estados Unidos, que mantêm operações militares antidrogas na região. O movimento coincide com a chegada do USS Gerald Ford, maior porta-aviões do mundo, ao Caribe. Nicolás Maduro afirmou que está pronto para tutelar o país e convocou civis à Milícia Bolivariana. Washington, por sua vez, acusa o governo venezuelano de envolvimento com o narcotráfico.
ECONOMIA
Bloqueio orçamentário
A ministra do Planejamento, Simone Tebet, afirmou na terça-feira (11) que há “uma possibilidade” de o governo não precisar ampliar o bloqueio orçamentário no próximo Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas. Segundo ela, a arrecadação de impostos, incluindo o IOF, superou as expectativas no último mês, e o faseamento das despesas (ou seja, a distribuição dos gastos ao longo do tempo) tem contribuído para lastrar as contas. Atualmente, o bloqueio totalidade no Orçamento está em R$ 12,1 bilhões, valor que, por ora, deve ser mantido.
Regras do PAT
O presidente Lula (PT) assinou na terça-feira (11) o decreto que redefine as regras do PAT (Programa de Alimento do Trabalhador), limitando a 3,6% as taxas cobradas por empresas de tíquetes e reduzindo pela metade o prazo de repasse a restaurantes e supermercados. A medida procura ampliar a concorrência e a liberdade de escolha dos trabalhadores. O texto será publicado no DOU (Quotidiano Solene da União) nesta quarta-feira (12).
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Mais um recorde do Ibovespa
O Ibovespa engatou o 15º pregão contínuo em subida, sequência que não se via desde 1994, e fechou pela primeira vez supra dos 157 milénio pontos, aos 157.748,60. O dólar acompanhou o bom humor e caiu 0,64%, a R$ 5,27. O progresso refletiu uma ata do Copom vista uma vez que menos dura, a desaceleração do IPCA e o otimismo extrínseco com o termo do shutdown nos EUA.
POLÍTICA
Segundo dia da COP30
O segundo dia da COP30, em Belém (PA), foi marcado por protestos e tensões. Manifestantes invadiram a zona azul, dimensão diplomática da conferência, pedindo o termo da exploração de petróleo e a taxação de bilionários. Nas negociações, o Brasil tenta vencer resistências ao projecto global contra combustíveis fósseis, enquanto cresce internamente o suporte à exploração na Foz do Amazonas. Cientistas, porém, contestam o argumento de Lula de que o petróleo pode financiar a transição energética.
Novo texto
Em cinco dias, o projeto Antifacção, do governo Lula, teve três versões diferentes apresentadas pelo relator Guilherme Derrite (PP-SP), ligado a Tarcísio de Freitas. As mudanças ocorreram depois possante reação do Ministério da Justiça, da Polícia Federalista e de especialistas em segurança pública. A proposta endurece penas contra o violação organizado, mas recuou da teoria de equiparar facções a grupos terroristas. O texto atual cria o “Marco Lítico do Combate ao Delito Organizado” e mantém as prerrogativas da PF e das Polícias Civis. O presidente da Câmara, Hugo Motta, disse que a expectativa é que o texto seja votado na quarta-feira em plenário.
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Gabo depois recuo
A ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, elogiou o ‘recuo’ de Derrite em novidade versão do Projeto Antifacção. “Importante o recuo do relator deputado Guilherme Derrite no novo parecer que apresentou ao projeto de lei Antifacção Criminosa enviado pelo presidente Lula ao Congresso Pátrio. Retirou as propostas que enfraqueciam a ação da Polícia Federalista contra o violação organizado e as que ameaçavam a soberania vernáculo. Também relevante o relator ter mantido propostas centrais do projeto do governo”, disse Gleisi nas redes sociais.
Sabatina
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, enfrenta nesta quarta-feira sua sabatina no Senado em procura da recondução ao incumbência. Ele deve ser questionado sobre a denúncia que levou à pena de Jair Bolsonaro (PL) por tentativa de golpe de Estado e sobre as ações contra os envolvidos nos atos de 8 de janeiro. Gonet deve substanciar sua atuação técnica e apartidária, argumento evidenciado no parecer favorável do senador Omar Aziz (PSD-AM).
Embate incendido
Os ministros Dias Toffoli e André Mendonça protagonizaram um embate incendido na Segunda Turma do Supremo Tribunal Federalista (STF) na terça-feira (11), durante o julgamento de um caso sobre responsabilização de procuradores por dano moral. A discussão começou quando Toffoli acusou Mendonça de deturpar seu voto anterior e afirmou ter se sentido desrespeitado. O julgamento foi suspenso depois pedido de vista do ministro Nunes Marques.
CORPORATIVO
A Gol (GOLL54) registrou lucro líquido de R$ 248 milhões no terceiro trimestre, revertendo o prejuízo de R$ 1,42 bilhão de um ano antes. O Ebitda, que representa o lucro antes de juros, impostos, menoscabo e amortização, subiu para R$ 1,63 bilhão, e a receita líquida avançou 11,6%, para R$ 5,54 bilhões. A companhia reduziu a alavancagem para 3,2 vezes e revisou projeções anuais, elevando a estimativa de Ebitda e reduzindo o endividamento. O resultado reflete menor gasto com combustível, subida na taxa de ocupação e melhora operacional depois a saída do processo de recuperação judicial nos EUA.
(Com Dependência Brasil, Reuters, O Orbe e Estadão Teor)
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