Um douto evangélico promovido pelo movimento cristão Dunamis, realizado em agosto na Rossio do Relógio, no campus Butantã da Universidade de São Paulo (USP), provocou polêmica entre estudantes e reacendeu o debate sobre liberdade religiosa em instituições públicas de ensino. O evento reuniu tapume de milénio pessoas e contou com música, orações e pregações voltadas a jovens universitários.
Posteriormente a celebração, grupos estudantis passaram a cobrar da Reitoria que proíba manifestações religiosas de grande porte dentro da universidade. Segundo esses estudantes, o evento teria ocorrido sem autorização formal e teria veiculado discursos de cunho político e ideológico. Um dos trechos mais citados por opositores foi a frase proferida durante a pregação: “A USP não pertence a Karl Marx nem ao comunismo, mas a Jesus Cristo.”
Para os organizadores, o encontro teve caráter pacífico e natural. O Dunamis, movimento de origem cristã e presença ativa em universidades brasileiras, afirma que procura “levar mensagens de fé e propósito” a jovens em ambientes acadêmicos.
Especialistas em recta público e liberdade religiosa apontam que a realização de cultos em universidades públicas não é ilícito, desde que não envolva coerção, discriminação ou uso indevido de recursos institucionais. O debate, segundo eles, gira em torno do estabilidade entre a laicidade do Estado e o recta à livre sentença de crenças.
Até o momento, a USP não divulgou uma nota solene sobre o caso. A polêmica, porém, expõe as tensões que emergem quando religião, política e espaço universitário se cruzam — um tema cada vez mais presente nas discussões sobre pluralidade e liberdade no envolvente acadêmico.
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