Uma megaoperação policial deflagrada na manhã desta terça-feira (28) contra o Comando Vermelho deixou pelo menos 64 mortos nos complexos do Boche e da Penha, na zona setentrião do Rio de Janeiro. Entre as vítimas, há quatro policiais — dois civis e dois militares.
Tapume de 2,5 milénio agentes de segurança participaram da ação, considerada a mais mortífero já registrada no estado. Até o momento, 81 pessoas foram presas, e os policiais apreenderam 75 fuzis e um grande volume de munições, coletes e rádios comunicadores.
Confrontos e clima de guerra
De conformidade com relatos das forças de segurança, criminosos reagiram à ofensiva com barricadas, drones, explosivos e disparos de armas de grosso calibre. Nas redes sociais, vídeos registraram intensos tiroteios e veículos em chamas, levando internautas a compararem o cenário a uma “zona de guerra”.
As operações ocorreram em áreas controladas pelo Comando Vermelho, partido responsável por ataques recentes a policiais e confrontos entre quadrilhas rivais.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública, o objetivo era executar mandados de prisão e desarticular células armadas envolvidas com o tráfico e o roubo de cargas.
Críticas ao governo federalista
Durante coletiva de prelo, o governador Cláudio Castro (PL) afirmou que o governo federalista tem se postergado no base às ações de segurança do estado.
Castro relatou que o Palácio do Planalto negou três pedidos anteriores para o uso de blindados e base logístico federalista, citando a resistência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em autorizar operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO).
“Tivemos pedidos negados três vezes. Para emprestar o impenetrável, tinha que ter GLO, e o presidente é contra a GLO. Cada dia é uma razão para não colaborar”, disse o governador.
Castro afirmou ainda que o estado seguirá agindo com firmeza, mesmo com limitações estruturais e jurídicas.
“O estado está fazendo a sua segmento, sim. Mas, quando se fala em ultrapassar — ultrapassar, inclusive, as nossas competências —, já era para possuir um trabalho de integração muito maior com as forças federais. Neste momento, isso não está acontecendo”, completou.
Contexto
A ofensiva ocorre em meio à escalada da violência urbana no Rio e à disputa territorial entre facções criminosas e milícias.
A ação também reacende o debate sobre o uso das Forças Armadas em operações de segurança pública e a premência de cooperação entre estados e União no combate ao delito organizado.
Até o início da noite, o governo federalista não havia se manifestado sobre as declarações do governador nem sobre eventuais pedidos de base logístico feitos pelo Rio.
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