A presidente pátrio do PT e atual ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, desautorizou publicamente o ex-ministro José Dirceu depois ele tutelar que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) cumpra eventual pena em regime domiciliar. Em entrevista ao portal Metrópoles nesta quinta-feira (16), Gleisi foi categórica: “Ninguém tem que permanecer comentando penas”.
“Olha, o Bolsonaro tem que satisfazer a pena que lhe for dada na sentença. E ponto. Não cabe a ninguém permanecer comentando a pena. Se a pena determinada for reclusão, vai ser reclusão, seja qual for a decisão da sentença”, afirmou a ministra.
A enunciação foi uma resposta direta às falas de José Dirceu, que em entrevista à BBC News Brasil, no dia 6 deste mês, defendeu que Bolsonaro seja mantido em prisão domiciliar, alegando questões de saúde e segurança.
“Oferecido o estado de saúde dele, e já que o Fernando Collor está cumprindo prisão em vivenda, acho que é justo”, disse Dirceu. “Acho muito improvável colocar presos vulneráveis no sistema penitenciário, que é controlado pelo violação organizado.”
Comparações e críticas
O ex-ministro da Lar Social também comparou o caso de Bolsonaro ao do ex-presidente Lula, que ficou recluso em uma quartinho próprio na sede da Polícia Federalista em Curitiba, e defendeu que líderes políticos não sejam enviados ao sistema carcerário generalidade.
“Nós mesmos, quando presos, ficamos na espaço de vulneráveis. Não tínhamos contato com outros presos, íamos sozinhos para o recinto e para a livraria, por questão de autoproteção”, argumentou.
Aliás, Dirceu criticou a postura de setores da direita que agora pedem anistia aos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro, mas que, segundo ele, foram responsáveis por endurecer a legislação penal.
“Esses que estão falando em diminuir as penas foram os mesmos que, nos últimos dez anos, aumentaram as punições para tudo, sem que o sistema tivesse condições de receber.”
Pena e situação atual de Bolsonaro
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi réprobo pelo Supremo Tribunal Federalista (STF) a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. A decisão ainda cabe recurso. Atualmente, ele cumpre prisão domiciliar desde o dia 4 de agosto, por descumprimento de medidas cautelares em uma investigação que apura ataques à soberania pátrio.
Apesar disso, a Procuradoria-Universal da República (PGR) ainda não chegou a reportar formalmente Bolsonaro, o que tem levado sua resguardo a pedir a revogação da prisão domiciliar.
Divergências no PT
A fala de Gleisi Hoffmann expõe divergências internas no PT sobre porquê mourejar com a eventual realização da pena do ex-presidente da República. Enquanto figuras históricas porquê Dirceu defendem uma abordagem mais “institucional” ou humanitária, a presidente do partido reforça que cabe ao Poder Judiciário instaurar a forma de cumprimento da pena — sem interferência ou comentários públicos de lideranças políticas, inclusive do próprio campo progressista.
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