O pregão do Prêmio Nobel da Sossego de 2025, facultado a María Corina Machado (foto), líder da oposição venezuelana, provocou uma vaga de reações na comunidade internacional. Líderes europeus, latino-americanos e outros destacaram a relevância da luta de María Corina pela liberdade e democracia na Venezuela.
As reações internacionais se destacam mormente diante do silêncio do presidente Lula (PT) e do Ministério das Relações Exteriores. Mais de 24 horas em seguida o pregão do Comitê Norueguês do Nobel, feito por volta de 6h30, horário de Brasília, desta sexta-feira, 10, o governo brasílio ainda não comentou a vitória da líder da oposição venezuelana.
Europa
Ursula von der Leyen, presidente da Percentagem Europeia, afirmou que o prêmio não unicamente reconhece a coragem de María Corina, mas também representa “cada voz que se nega a ser silenciada”.
Em mensagem publicada no X, Von der Leyen disse:
“Na Venezuela e em todo o mundo. Envia uma mensagem poderosa. O espírito de liberdade não pode ser prisioneiro. A sede de democracia sempre prevalece. Querida María, a luta continua.”
O presidente francesismo, Emmanuel Macron, disse que a líder opositora venezuelana “encarna com cintilação a esperança de todo um povo” em tempos de ameaço à liberdade.
O presidente do Parecer Europeu, António Costa, também elogiou María Corina pelo “incansável trabalho pela justiça” e pelo “firme compromisso com a democracia e os direitos humanos”.
A presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, afirmou sentir-se “orgulhosa” pelo reconhecimento internacional da líder opositora.
O chanceler teutónico, Friedrich Merz, destacou que “a democracia vive graças à coragem individual” e parabenizou Machado pelo comprometimento com a liberdade e o Estado de recta.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que o prêmio homenageia “todos aqueles que trabalham para preservar a democracia, a liberdade e os direitos políticos ao volta do mundo”.
América Latina
Na Argentina, o presidente Javier Milei exaltou a coragem da venezuelana e a relevância de sua luta contra o regime de Maduro.
“Minhas felicitações por nascente reconhecimento, mais do que merecido por sua enorme luta pela corajosa resguardo da liberdade e da democracia. Obrigado pela inspiração com a qual você ilumina o mundo lutando contra a narcoditadura da Venezuela.”
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, felicitou Machado e comparou sua luta à da queniana Wangari Maathai, premiada em 2004.
“Parabenizo Wangari e María Corina por seus prêmios Nobel. Wangari lutou para proteger a vida no planeta diante da crise climática. De María Corina espero que ajude seu país a perceber o diálogo para manter a silêncio.”
Para o presidente do Paraguai, Santiago Peña, o prêmio é justo e merecido.
“Do Paraguai, continuaremos apoiando você para que, finalmente, esse sonho se realize”, disse Peña sobre a líder opositora.
Outras reações
Ex-presidente dos EUA e Nobel da Sossego de 2009, Barack Obama também parabenizou Machado.
“Parabéns à novidade ganhadora do Prêmio Nobel da Sossego, María Corina Machado, por sua corajosa luta para levar a democracia à Venezuela. Deve inspirar aqueles que lutam em lutas semelhantes ao volta do mundo –e lembrar àqueles que têm a sorte de viver nos Estados Unidos, que temos a solene responsabilidade de preservar e proteger sempre nossas tradições democráticas arduamente conquistadas.”
Edmundo González, candidato à Presidência da Venezuela em 2024, destacou María Corina porquê a primeira venezuelana a receber o Nobel.
“Nossa querida María Corina Machado, vencedora do Prêmio Nobel da Sossego de 2025! Um merecido reconhecimento à longa luta de uma mulher e de todo um povo pela nossa liberdade e democracia. A primeira vencedora do Prêmio Nobel da Venezuela.”
Thameen al-Kheetan, porta-voz do Tá Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, afirmou que a premiação reflete as “claras aspirações do povo da Venezuela por eleições livres e justas”.
Steffen Meyer, porta-voz junto do governo da Alemanha, disse que o reconhecimento representa “o compromisso de Machado com a democracia, o Estado de Recta e o fortalecimento da sociedade social venezuelana”.
Pranto de Lula?
Quando jornalistas perguntaram o que Lula achava de a candidatura de María Corina não ter sido aceita na eleição na Venezuela em 28 de julho do ano pretérito, o petista respondeu:
“Cá neste país [Brasil], eu fui impedido de concorrer às eleições de 2018. Ao invés de permanecer chorando, eu indiquei um outro candidato que disputou as eleições [Fernando Haddad]“, afirmou.
O assessor privativo da Presidência, Celso Amorim, afirmou que o prêmio é “político”.
“O prêmio Nobel não é moral, mas político. Para quem está lá na Europa, a Venezuela pode ser uma questão menor. Para nós no Brasil, é vital“, disse Amorim ao UOL.
“Não sei os critérios do Nobel. Nem ponho em incerteza as qualidades pessoais da María Corina. Eu havia lido uma referência a uma postagem de um porta-voz da Vivenda Branca, aparentemente retirada, em que dizia que o Comitê do Nobel priorizou a política em relação à silêncio. Pessoalmente achei interessante”, afirmou Amorim à CNN.
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