A Bolívia vai às urnas neste domingo, 10, em meio à pior crise econômica no século e com um vestimenta inédito nas últimas duas décadas: pela primeira vez desde 2005, o ex-presidente Evo Morales não estará na disputa. A eleição ocorre em um cenário de potente incerteza política, subida taxa de indecisos e pesquisas que mostram vantagem para candidatos de direita.
De concordância com levantamento do instituto de pesquisas Ipsos-Ciesmori, Samuel Doria Medina lidera com muro de 21% das intenções de voto, seguido de perto por Tuto Quiroga, com 19%. Na sequência aparece Manfred Reyes Villa, com pouco mais de 8%. Os três são alinhados à direita.
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O candidato de esquerda Andrónico Rodríguez surge com com 6,1% nas pesquisas. Ex-aliado de Morales, ele rompeu com o líder e com o Movimento ao Socialismo (MAS), partido que governou o país por quase 20 anos.
A candidatura governista é de Eduardo del Castillo, ex-ministro do atual presidente Luis Arce. Ele aparece nas últimas posições, com pouco mais de 2% das intenções de voto. Arce decidiu não disputar a reeleição depois de queda de popularidade e enfrenta subdivisão interna no MAS, marcada por embates públicos com Morales.
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Bolívia enfrenta colapso energético e perda de receitas
Desde 2014, o país registra queda na produção de gás e petróleo, o que gerou escassez de combustíveis e obrigou a importação de robustez de países vizinhos, porquê o Brasil. Apesar do ordinário preço interno dos combustíveis, mantido por subsídios que custam muro de US$ 3 bilhões anuais, a receita com a exportação de gás despencou com a queda nos preços internacionais.
O resultado desta política é a subtracção das reservas internacionais, déficit fiscal crescente e inflação projetada pelo Fundo Monetário Internacional em 15,1% para 2025, a mais subida desde 2008. Diante deste cenário, todos os candidatos admitem a urgência de reformas para lastrar as contas públicas e moderar a subida de preços.
A pouquidade de Morales, que ainda conta com uma base leal de apoiadores, mobilizou secção do eleitorado para uma campanha pelo voto nulo. Estimativas sugerem que até 15% dos votantes podem seguir essa orientação.
Caso as pesquisas se confirmem, a Bolívia poderá ter pela primeira vez desde 2005 um segundo vez presidencial – marcado para 19 de outubro – e, possivelmente, com dois candidatos de direita na disputa final. O resultado dependerá, em grande secção, da decisão do eleitorado indeciso, que ainda representa parcela significativa da população.
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