Geraldo Alckmin, sob o governo em crise, virou o ‘garoto do telemarketing’. A quatro dias da ingressão em vigor das tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou na sexta-feira (25) que o Brasil tem buscado negociar com o governo norte-americano, mas que os canais seguem travados. Segundo Lula, o vice-presidente “liga todos os dias” para tentar explicar ao presidente Donald Trump que recebeu informações distorcidas sobre o país.
“Eu queria proferir para o Trump. Ô, Trump, esse moço cá, Geraldo Alckmin, é o meu vice-presidente. É o face mais despreocupado que eu conheço na vida, negociador, 16 anos governador de São Paulo, mais não sei quantos anos vice, prefeito, deputado federalista constituinte, ou seja, esse face é um exímio negociador, não levanta a voz e não manda missiva, ele só quer conversar”, disse Lula em exposição público.
O presidente também alegou que o Brasil segue disposto a dialogar. “Trump, o dia que você quiser conversar, o Brasil estará pronto e pronto para discutir, para tentar mostrar o quanto você foi traído com as informações que te deram. E você vai saber a verdade sobre o Brasil, quando você souber da verdade, você vai falar: Lula, eu não vou mais taxar o Brasil, vamos permanecer do jeito que tá. É isso. Mas é preciso conversar. Cá, o meu conversador nº 1, ninguém pode proferir que o Alckmin não quer conversar. Todo dia ele liga para alguém e ninguém quer conversar com ele. Portanto, é o seguinte, gente, esse país cá é um país do muito”.
Alckmin, por sua vez, disse ter feito uma relação de 50 minutos ao secretário de Transacção dos EUA, Howard Lutnick, no último dia 19 de julho. Segundo ele, a conversa abordou investimentos recíprocos, mecanismos para evitar bitributação e a disposição do Brasil para chegar a um entendimento. O vice-presidente afirmou que não havia divulgado o diálogo anteriormente para preservar o curso das tratativas.
Alckmin também declarou que a orientação do presidente Lula é de que a negociação com os Estados Unidos não tenha “contaminação política nem ideológica”. Questionado sobre os efeitos práticos da conversa, o vice evitou promessas e disse que é preciso esperar o curso das negociações.
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