A lei do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federalista (STF), que proíbe o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de se aproximar em um relâmpago de 200 metros de qualquer embaixada ou consulado estrangeiro, impõe desafios concretos à sua rotina em Brasília — inclusive em situações emergenciais de saúde.
A capital do país concentra mais de 130 representações diplomáticas, de concordância com o governo do Região Federalista, a maioria delas localizada na região médio. Esse cenário torna praticamente inviável para Bolsonaro rodear livremente pela cidade, sem esbarrar na restrição imposta pelo STF.
Residente nas proximidades do Jardim Botânico, Bolsonaro poderá encontrar dificuldades até mesmo para chegar a centros médicos ou hospitais caso venha a passar mal. No caso de premência urgente, a situação se agrava, pois o tempo de deslocamento pode ser comprometido por rotas alternativas obrigatórias que evitem a proximidade de embaixadas.
Dois dos principais hospitais privados de Brasília — o Daher e o Hospital Brasília — estão situados no Lago Sul, bairro superior e vizinho ao lugar onde mora o ex-presidente. No entanto, essa mesma região abriga diversas representações diplomáticas, o que obriga a adoção de caminhos mais longos e complexos para não violar a ordem judicial.
Até mesmo o trajeto até o DF Star, hospital onde Bolsonaro costuma ser atendido em casos mais delicados, pode exigir desvios — embora ainda seja o sorte mais viável. O trajectória, normalmente de 20 minutos de carruagem, pode requisitar cuidados redobrados para não transitar próximo a qualquer sede diplomática.
Nos últimos anos, Bolsonaro passou por diversos procedimentos médicos, a maioria deles relacionados à facada que sofreu em 2018, durante a corrida presidencial. Desde portanto, já foram realizadas dez cirurgias, sendo sete diretamente ligadas ao atentado ocorrido em Juiz de Fora (MG). A mais recente foi em abril deste ano, no próprio DF Star, onde permaneceu internado por 22 dias. Em junho, voltou ao hospital para exames, em seguida sentir-se mal durante uma agenda em Goiás.
Com a novidade lei do STF em vigor, qualquer movimentação do ex-presidente em Brasília exigirá planejamento detalhado e extremo zelo para evitar o risco de prisão por insubordinação judicial. O cerco a ele se amplia, afetando não unicamente sua fala política, mas também sua logística pessoal e de saúde.
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