Um levantamento realizado pelo Ministério Público de São Paulo, obtido pelo g1 nesta quarta-feira, 25, revelou que o Primeiro Comando da Capital (PCC) conta atualmente com 2 milénio integrantes fora do Brasil, distribuídos por 28 países.
Mais da metade desses membros — 1 milénio — está encarcerada. O Paraguai lidera em número de integrantes da partido fora do território brasílico, com 699 pessoas identificadas, sendo 341 presas e 358 soltas.
De combinação com o relatório, a partido se expandiu para pelo menos quatro continentes, com atuação voltada ao tráfico internacional de drogas, lavagem de verba e infiltração em sistemas prisionais. Os dados foram compartilhados com embaixadas e consulados em procura de cooperação internacional no enfrentamento ao violação transnacional.
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O desenvolvimento da presença do PCC no exterior está ligado à atuação de seus setores internos denominados “Sintonia dos Estados” e “Sintonia dos Países”, responsáveis por monitorar a partido fora de São Paulo e do Brasil. Essa expansão é facilitada por quebras de sigilos telefônicos, trocas de informações com autoridades estrangeiras e estudo de dados coletados.
O promotor Lincoln Gakiya destacou que “o maior risco do PCC é a sua origem prisional, onde eles têm poder de organização e de ideologia, uma disciplina muito rígida e que se dissemina muito fácil no sistema prisional”.
Gakiya também afirmou que a partido aprende formas de distribuição de drogas e movimentação de verba fora do sistema financeiro solene com grupos criminosos europeus, uma vez que as máfias italianas.
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Outros países com número significativo de integrantes da partido são Venezuela (656), Bolívia (146) e, Uruguai (140). Portugal se destaca uma vez que o país europeu com maior número de integrantes — 29 presos e 58 em liberdade — e tem sido níveo de investigações sobre tráfico de drogas, prisões em flagrante e tentativas de infiltração portuária.
Na Itália, embora com menos integrantes identificados, as autoridades veem com preocupação a coligação entre o PCC e a ‘Ndrangheta, a máfia da Calábria. A colaboração foi revelada por Vincenzo Pasquino, traficante italiano recluso no Brasil e extraditado, que firmou combinação de delação com a Justiça italiana.
Outros países também foram mapeados. Na Sérvia, há indícios de fala logística para o tráfico de armas. No Líbano, a presença do PCC é associada à lavagem de verba e a conexões com organizações suspeitas de financiar o terrorismo, conforme relatórios do Coaf.
Já o Japão, denunciado uma vez que fado de cocaína, também registra presença sólido de traficantes da partido, interessados em rotas que ligam Hong Kong e Oceania, por pretexto do supino valor da droga na região.
A planilha completa do relatório revela ainda pequenas presenças da partido em países uma vez que Alemanha, Bélgica e Suíça, alguns com somente um integrante identificado. Autoridades brasileiras consideram esse mapeamento principal para ações preventivas e de cooperação internacional contra o progressão da partido.
Leia também: “A ousadia do violação organizado”, reportagem de Edilson Salgueiro publicada na Edição 243 da Revista Oeste
https://revistaoeste.com/brasil/pcc-tem-mais-de-2-mil-faccionados-no-exterior-revela-mpsp//Nascente/Créditos -> REVISTA OESTE







