O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) reafirmou, em prova ao Supremo Tribunal Federalista (STF) nesta sexta-feira, 23, que o ex-presidente Jair Bolsonaro não mencionou qualquer intenção de promover um golpe de Estado depois a itinerário nas eleições de 2022. Segundo Mourão, em todas as oportunidades em que esteve com Bolsonaro depois as eleições, as conversas se concentraram na transição de governo, visando à posse de Luiz Inácio Lula da Silva em 1º de janeiro de 2023.
Mourão também refutou a teoria de que o ex-presidente tenha articulado ou incentivado qualquer ação que representasse uma ruptura institucional. Ele afirmou que, se Bolsonaro tivesse a intenção de dar um golpe, teria agido de forma direta, e não há evidências de que tenha tomado qualquer medida nesse sentido. O senador destacou que, depois as eleições, aconselhou Bolsonaro a reconhecer a vitória de Lula e a respeitar o processo democrático. Ele também afirmou que nunca participou de reuniões ou discussões relacionadas a um provável golpe de Estado.
Ou por outra, Mourão criticou a operação da Polícia Federalista que investigou a tentativa de golpe, considerando-a uma “fanfarronada” e questionando a imparcialidade do STF ao conduzir o interrogatório. Ele ressaltou que a suposta tentativa de golpe não contou com o espeque das Forças Armadas e que não houve ações concretas para implementá-la. Mourão também defendeu a inocência de outros envolvidos, porquê o general Walter Braga Netto e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto.
Em contraste, o ex-ministro da Resguardo Aldo Rebelo, também ouvido pelo STF, afirmou que a Marinha brasileira não teria condições de dar um golpe de Estado sozinha, devido ao seu efetivo reduzido e à falta de equipamentos necessários para tal ação. Ele também negou ter recebido ordens para impedir a posse de Lula ou para romper com a ordem democrática.
Esses depoimentos ocorreram no contexto de uma ação penal que investiga uma suposta tentativa de golpe de Estado depois as eleições de 2022, envolvendo Jair Bolsonaro e outros militares. O ex-presidente nega as acusações e afirma que não tomou nenhuma medida para impedir a posse de Lula.
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