A Instalação de Apoio à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) ajuizou 34 ações de cobrança contra pesquisadores ligados ao Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) depois de constatar o meandro de R$ 5.384.215,88 em recursos públicos.
Conforme o jornal Folha de S.Paulo, as irregularidades aconteceram ao longo de 11 anos e vieram à tona durante a estudo da prestação de contas de um projeto financiado pela Fapesp.
Segundo a instauração, os indícios de fraude se repetiam em diversos projetos e apontavam para uma funcionária do Escritório de Pedestal da Funcamp, a instauração privada que presta suporte administrativo à universidade.
“Essas incongruências eram indicativas de desvios de recursos públicos concedidos pela Fapesp, praticados dolosamente por uma empregada do Escritório de Pedestal vinculado à Funcamp/Unicamp, e ocorriam por meio da emissão e pagamento de notas fiscais fraudulentas emitidas por microempresa de sua titularidade, além de transferências bancárias para sua conta pessoal”, afirmou a instituição.
Relatório da Fapesp identifica funcionária suspeita dos desvios
A principal suspeita é Ligiane Pelágico de Ávila, demitida por justa culpa em janeiro de 2024. De conciliação com o relatório da Fapesp, mais de R$ 5 milhões foram desviados para contas em seu nome. O restante foi movimentado por meio de três empresas ligadas a terceiros.
Embora os pesquisadores não tenham cometido os desvios, a Fapesp os responsabiliza por negligência, pois permitiram o aproximação da funcionária às contas bancárias vinculadas aos projetos. Por isso, respondem judicialmente.
Três ações já resultaram em condenações, com valor totalidade de R$ 317.962,93 a ser devolvido. Outros dois cientistas optaram por ressarcir a instauração administrativamente, devolvendo R$ 38.229,20.
A investigação
O caso é investigado desde 2023 pelo 7º Região Policial de Campinas, e Ligiane foi indiciada por suspeita de peculato. O questionário foi guiado à Justiça em agosto de 2024, mas ainda não houve decisão sobre o guarida da denúncia.
Segundo apuração da Folha de S.Paulo, Ligiane deixou o Brasil em um voo para a França em fevereiro deste ano. Sua resguardo confirmou a denúncia, mas disse que ela ainda não foi intimada.
A Unicamp informou que a Percentagem de Sindicância concluiu os trabalhos em dezembro, focando na apuração dos fatos. Em nota, afirmou que está “providenciando a normatização dos Escritórios de Pedestal ao Pesquisador na Universidade, de conciliação com as regras e diretrizes da Fapesp”.
A Funcamp, por sua vez, atua porquê intermediária na gestão de recursos e viabiliza convênios e contratos para mais de 1.500 projetos da Unicamp, movimentando tapume de R$ 600 milhões anuais.
Nascente/Créditos: Revista Oeste
https://www.aliadosbrasiloficial.com.br/noticia/fapesp-processa-pesquisadores-da-unicamp-por-desvios-de-r-5-3-mi/Nascente/Créditos -> Aliados Brasil Solene





