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Disputa pela presidência do Senado segue indefinida
Alcolumbre trabalha com uma estimativa de até 48 votos para continuar no comando da Morada. O senador considera ter um piso de 43 apoios, suficiente para superar os 41 votos necessários à eleição.
A disputa, porém, não está resolvida. O senador Rogério Marítimo (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio à Presidência da República, articula uma candidatura de oposição. Assim uma vez que Alcolumbre, ele diz ter o suporte de 48 senadores.
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Tereza Cristina (PP-MS) também manifesta interesse no incumbência. O União Brasil e o Progressistas (PP), no entanto, anunciaram suporte à recondução do senador amapaense.
O PL terá 29 cadeiras na legislatura que começa em fevereiro. A legenda pretende usar a eleição para a presidência do Senado uma vez que oportunidade de modificar a relação de forças com o Supremo. Em entrevista exclusiva a Oeste, o senador eleito Ubiratan Sanderson (PL-RS) garantiu que a direita elegerá o próximo presidente da Morada.
Indulto ou anistia a Bolsonaro entra no conta
A procura por suporte à recondução de Alcolumbre envolve uma negociação politicamente delicada. Segundo interlocutores, o presidente do Senado considera pronunciar com Lula um indulto ou uma anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O objetivo seria atrair votos da direita e reduzir a pressão pelo impeachment de ministros do STF.
A iniciativa enfrenta resistência no bolsonarismo. Parlamentares da oposição afirmam que uma eventual medida favorável a Bolsonaro não bastaria para prometer suporte à recondução de Alcolumbre. Secção dos senadores ofídio, antes de qualquer novidade negociação, uma definição do STF sobre a lei que reduz penas de condenados pelos atos do 8 de janeiro.
Moraes entra em cena
A negociação passa também pela Lei da Dosimetria, promulgada por Alcolumbre em maio, depois da derrubada do veto de Lula. A norma permite reduzir penas de condenados pelos atos do 8 de janeiro e pode beneficiar Bolsonaro.
Moraes é relator das ações que questionam a constitucionalidade da lei. Ele suspendeu a emprego da norma nos processos sob sua responsabilidade até o julgamento do STF. A decisão é acompanhada pela oposição, que ofídio a revisão das condenações.
Para o ministro, a permanência de Alcolumbre na presidência do Senado tem valia pessoal. Cabe ao comando da Morada determinar sobre o encaminhamento inicial das representações por transgressão de responsabilidade apresentadas contra ministros do STF.
Alcolumbre tem resistido à buraco de processos contra integrantes do Supremo. A oposição, por sua vez, procura seleccionar um presidente disposto a examinar as representações e permitir o progresso das acusações.
Parceria antiga
A aproximação entre o senador e o ministro ocorre há meses. Em abril, os dois se encontraram duas vezes na semana que antecedeu a votação da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao STF. Um dos jantares ocorreu na residência de Moraes, na véspera da sabatina. A indicação acabou rejeitada pelo Senado, em guião para o governo Lula.
Em agosto, Moraes teve papel decisivo na reaproximação entre Alcolumbre e o presidente da República, que haviam rompido politicamente depois da repudiação do nome de Messias. O ministro recebeu os dois em lar, em Brasília, para um jantar que contou também com a presença de Cristiano Zanin. O encontro abriu caminho para a retomada do diálogo entre o Planalto e o comando do Senado.
A relação ganhou valia ainda maior com o progresso do escândalo que envolve o Banco Master. Em setembro, Alcolumbre e Moraes voltaram a se reunir em meio às disputas sobre investigações relacionadas à instituição financeira e à atuação do ministro André Mendonça.
Naquele período, Alcolumbre enfrentava pressões para dar curso a pedidos de impeachment de ministros do Supremo. A oposição concentrava secção das cobranças em Moraes, enquanto o presidente do Senado resistia à buraco do processo.
Antes das eleições, aliados de Alcolumbre já admitiam que uma novidade constituição do Senado poderia aumentar a pressão para que ele desse curso aos pedidos de impeachment de Moraes. Uma vitória de Flávio também fortaleceria a oposição na disputa pela presidência da Morada, o que ameaçaria os planos de Alcolumbre de permanecer no incumbência.
Vitória de Lula mudou o jogo
Com a reeleição de Lula, esse cenário perdeu força. Alcolumbre passou a ter melhores condições de negociar a permanência na presidência do Senado, embora a definição dependa dos votos dos parlamentares. Para Moraes, o resultado reduziu a perspectiva de que um eventual governo bolsonarista mobilizasse a base parlamentar para tentar afastá-lo do STF.
O novo envolvente político ficou evidente na segunda-feira, 26. Nesse dia, Alcolumbre e o presidente da Câmara, Hugo Motta, visitaram Lula no Palácio da Alvorada para cumprimentá-lo pela vitória. Em transmitido solene, o presidente do Senado reafirmou a disposição de manter o diálogo com o Executivo.
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