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Na segunda-feira, 26, o ministro Alexandre de Moraes determinou a entrega dos documentos e proibiu Flávio de transpor do Brasil. O senador descumpriu a ordem. Ele desembarcou em Miami, nos Estados Unidos, na quarta-feira, 28, escoltado da família.
O jornalista criticou a rapidez da atuação judicial. “Parecia que a Justiça brasileira, no núcleo de acusações de devassidão, estava exclusivamente esperando para iniciar uma campanha de vingança contra o rival de Lula”, escreveu. Ele também destacou que alguns ministros do STF poderiam enfrentar processos de impeachment caso Flávio tivesse vencido a eleição.
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Käufer criticou ainda a reação de Lula à ida do opoente aos Estados Unidos. Dois dias depois da vitória eleitoral, Lula afirmou que “quem não deve, não teme”. Para o correspondente, a enunciação “soou uma vez que uma ordem de serviço”.
O Judiciário sob Lula
Para sustentar as críticas, Käufer reuniu episódios que, segundo ele, abalaram a crédito dos brasileiros no Judiciário. Um deles é a influência do PT no STF: desde 2003, o partido indicou 15 dos 18 ministros nomeados no período. “É verosímil escolher os juízes de forma equilibrada ou instrumentalizá-los politicamente”, escreveu.
O correspondente apontou também uma diferença no tratamento oferecido pela prelo internacional às nomeações. “Quando Bolsonaro indicou um juiz evangélico para o tribunal, houve grande indignação na mídia internacional”, afirmou, em referência a André Mendonça. “Quando Lula elevou seu legisperito pessoal e um ministro de seu gabinete aos mais altos cargos judiciais, houve indiferença.”
Transparência Internacional
O cláusula citou a Transparência Internacional, investigada por ordem do ministro Dias Toffoli em 2024 por sua atuação em acordos de leniência da Lava Jato. Dois anos depois, em janeiro de 2026, a organização acusou o governo Lula de intimidação. A criminação veio depois de a Moradia Social questionar sua credibilidade ao responder a críticas sobre obras federais.
Liberdade de prelo e asilo
As críticas se estenderam a Moraes, que autorizou medidas capazes de identificar fontes do jornalista Luís Pablo, responsável de reportagens sobre o uso de veículos oficiais por familiares de Flávio Dino. A Polícia Federalista havia alertado sobre o sigilo jornalístico, mas Moraes alegou suspeita de perseguição. O Die Welt apresentou o incidente uma vez que prenúncio à liberdade de prelo.
O jornal também citou a libertação de políticos condenados por devassidão. Criticou, ainda, o asilo outorgado pelo Brasil a Nadine Heredia, ex-primeira-dama do Peru, condenada a 15 anos de prisão. Segundo Käufer, a Justiça brasileira não demonstrou interesse nas informações que ela poderia fornecer sobre o escândalo da Odebrecht.
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https://www.contrafatos.com.br/jornal-alemao-afirma-que-lula-transformou-a-justica-em-ferramenta-de-protecao-politica//Manancial/Créditos -> CONTRA FATOS
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