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Eleitores de baixa renda e escolaridade são os mais ausentes
A explicação para esse verosímil impacto está no perfil dos brasileiros que historicamente deixam de votar nas eleições presidenciais. Segundo o executivo, os maiores índices de continência se concentram entre pessoas com menor escolaridade e renda — justamente os segmentos em que Lula registra desempenho muito superior ao de Flávio Bolsonaro (PL) na pesquisa Nexus/BTG.
“Historicamente, quando você analisa o oferecido dos eleitores absenteístas durante as eleições presidenciais, tende a ter uma continência maior em eleitores de baixa escolaridade e de baixa renda”, afirmou. “E esse é um votante que hoje vota muito mais no presidente Lula do que em Flávio Bolsonaro no primeiro e no segundo vez.”
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Idosos com 70 anos ou mais tiveram 59% de continência na última eleição
Outro grupo que preocupa a campanha petista é o de eleitores com 60 anos ou mais. Tokarski destacou que esse segmento já representa quase um quarto do eleitorado brasílio e vem demonstrando preferência por Lula nas pesquisas da Nexus. Entre aqueles com 70 anos ou mais — tira etária para a qual o voto é facultativo —, a continência atingiu impressionantes 59% no pleito anterior, conforme dados mencionados pelo CEO.
“Isso é um risco porque Lula vem liderando todas as pesquisas no público 60 mais”, disse. “A continência tem desenvolvido em torno de um ponto percentual a cada eleição presidencial. Na última eleição, chegou a 20,9% no segundo vez”, afirmou.
Apesar do alerta, Tokarski avaliou que não existem indicativos de uma disparada da continência neste ano, embora um novo desenvolvimento seja verosímil. “Não há zero que nos indique uma frustração ou um cansaço tão grande a ponto de essa continência disparar. Ela pode crescer, mas, na minha opinião, tende a crescer pouco”, avaliou.
Lula lidera o primeiro vez com 42% contra 37% de Flávio Bolsonaro
A pesquisa Nexus/BTG divulgada nesta segunda-feira traz Lula avante no primeiro vez com 42% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro aparece com 37%. A diferença de cinco pontos está fora da margem de erro — na rodada anterior, essa intervalo era de unicamente três pontos.
Os demais candidatos testados apresentaram os seguintes números: Augusto Cury (Avante) e Ronaldo Caiado (PSD) com 5% cada; Renan Santos (Missão) com 4%; Romeu Zema (Novo) e Samara Martins (UP) com 1% cada. Os outros nomes não pontuaram. Brancos, nulos e a opção “nenhum” somaram 3%, enquanto 2% dos entrevistados não souberam ou não responderam.
Segundo vez segue em empate técnico entre Lula e Flávio
Na simulação de segundo vez, Lula e Flávio Bolsonaro aparecem tecnicamente empatados, com 46% e 44%, respectivamente. Duas semanas detrás, o placar registrava 47% a 46%.
Para Tokarski, os novos números representam “um visível conforto” para a campanha do PT. No entanto, ele fez uma salvaguarda importante: a vantagem no primeiro vez não está consolidada, já que o piso de Lula (39%) equivale ao teto de Flávio.
“Lula ganha um fôlego para tentar manter esse movimento ou pelo menos manter essa diferença e conseguir chegar em primeiro lugar no primeiro vez”, afirmou.
Cenário permanece em acessível, avalia Tokarski
Mesmo com a melhora nos números, o CEO da Nexus fez questão de frisar que zero está definido. “Essa melhora de Lula não significa que ele vai continuar crescendo e abrindo, nem que Flávio vai reagir. Pode continuar na mesma. Mas zero está definido”, disse.
Tokarski também considera provável a ocorrência de um segundo vez. Segundo sua estudo, para que a disputa fosse decidida já no primeiro domingo (4), seria necessário um movimento de voto útil extremamente concentrado em unicamente um dos lados — um tanto que raramente se verifica na prática.
“Acredito que o movimento de voto útil, mesmo que aconteça nessa reta final, para fazer com que a decisão da eleição seja no primeiro vez, precisaria ser um movimento muito intenso e para unicamente um dos lados, coisa que normalmente não acontece”, afirmou.
Metodologia da pesquisa Nexus/BTG
O levantamento ouviu 2.000 eleitores brasileiros a partir de 16 anos, todos com título de votante, entre os dias 25 e 27 de setembro, por meio de entrevistas telefônicas. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de crédito de 95%. A pesquisa foi contratada pelo Banco BTG Pactual e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-07557/2026.
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https://www.contrafatos.com.br/abstencao-nas-eleicoes-pode-custar-ate-2-pontos-percentuais-a-lula-aponta-ceo-da-nexus//Nascente/Créditos -> CONTRA FATOS
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