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Esse movimento fez com que o votante passasse a vincular o noção de devassidão tanto à Golpe quanto ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Porquê a gente começou a semana com cada vez mais essa preocupação com devassidão, isso era muito ruim para o governo”, afirmou Russo.
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Impacto direto nas pesquisas preocupa o Planalto
O perito explicou que existe um padrão no comportamento do votante: sempre que a devassidão domina o debate público, a associação com o governo federalista se torna praticamente automática. O envolvimento do ministro Alexandre de Moraes e as polêmicas em torno do STF amplificaram essa dinâmica, configurando um cenário descrito por Russo uma vez que “muito negativo para o governo”.
“Quando a gente fala de devassidão, o brasílico associa isso ao governo Lula e junto com o STF”, explicou.
Diante dessa lance desfavorável, o governo federalista teria determinado agir para redirecionar a tarifa. Russo apontou que uma série de iniciativas foi lançada com esse propósito, incluindo o chamado “pacote de bondades”, tal qual objetivo seria mudar a narrativa eleitoral e alongar o foco da devassidão.
“O governo claramente começou a semana muito preocupado com as pesquisas, com a questão do STF, e agora muda muito de temática para tentar diminuir”, disse Russo.
“Porque se ficasse na devassidão, a tendência era cada vez pior para o governo”, concluiu.
Caso Banco Master embaralha o cenário político
Outro elemento que passou a influenciar a percepção pública foi o escândalo do Banco Master. Na estudo de Russo, esse incidente é “muito simbólico” por uma razão específica: na visão da população, ele envolve figuras de todos os lados do espectro político.
“Porquê tem gente da direita, gente da esquerda, agora diferentes juízes, é uma grande bagunça no olhar do votante”, afirmou o diretor da Quaest.
A dificuldade das informações relacionadas ao caso dificulta o séquito por secção dos eleitores. Com o STF deixando de ocupar o meio do debate e novos personagens surgindo no escândalo, a discussão teria migrado de um caráter partidário para uma dimensão mais institucional.
“Está supra da ideologia, está supra da política, é um problema mais institucional nesse momento”, concluiu Russo.
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