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Segundo o relato da empresária, Fernando Sarney teria oferecido escora jurídico e mencionado possuir influência junto ao ministro do STF Flávio Dino. O trecho do documento detalha:
“No dia 20 de maio de 2026, fui procurada pelo Dr. Fernando Sarney. Não o atendi naquela oportunidade, tendo o contato efetivamente ocorrido exclusivamente no dia 22 de maio de 2026, às 9h07. Durante a conversa, o Dr. Fernando Sarney ofereceu-me escora jurídico e afirmou possuir grande proximidade com o Ministro Flávio Dino. Na mesma ocasião, declarou que poderia me estribar caso eu tivesse interesse em realizar uma ‘delação premiada’”.
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Karina afirmou ter recusado a proposta de inopino: “Diante da abordagem, não manifestei interesse em realizar colaboração premiada, pois não identificava — e continuo não identificando — qualquer razão para adotar tal medida. Minha posição sempre foi a de esclarecer os fatos mediante a apresentação dos documentos pertinentes e o regular manobra do recta de resguardo”.
Empresária faz salvaguarda sobre envolvimento de Dino
O documento traz uma reparo importante feita pela produtora. Ela destaca que a menção à proximidade com o ministro Flávio Dino “partiu exclusivamente do próprio Dr. Fernando Sarney”. “Não presenciei qualquer conversa entre ambos e não possuo elementos próprios que me permitam declarar que o Ministro tivesse conhecimento, participação ou envolvimento nesse contato.”, registrou Karina.
Pastor evangélico alegou ter contatos no governo e no STF
A segunda abordagem narrada no documento apreendido pela PF envolve um pastor evangélico divulgado de Karina Gama. Ele teria entrado em contato no dia 27 de agosto de 2026, às 11h22, alegando ter proximidade com integrantes do Governo Federalista e ministros do Supremo Tribunal Federalista.
“Recebi relação telefônica de um pastor e colega de longa data, que demonstrou preocupação com minha situação”, registra a empresária. O religioso, conforme o relato, foi além:
“Relatou-me que teria conversado com pessoas ligadas a essas autoridades e que lhe teriam solicitado que entrasse em contato comigo para transmitir a possibilidade de realização de uma ‘delação premiada’, apresentada, segundo suas palavras, uma vez que uma forma de me retirar do risco de uma provável ‘complicação’. Segundo o interlocutor, se eu fizesse uma ‘delação premiada’, zero ocorreria comigo e eu não seria meta de nenhuma operação policial”.
Jornalista também teria pressionado a empresária
O terceiro incidente relatado pela dona da Go Up Entertainment envolve um jornalista que, segundo ela, “já havia anteriormente formulado questionamentos relacionados à possibilidade de eu realizar uma delação premiada, no sentido de me incentivar a realizar tal procedimento”.
A pressão, neste caso, incluiu linguagem mais direta: “Nesse novo contato, afirmou que eu estaria ‘servindo de bucha de canhão para o candidato’, em aparente referência ao contexto político relacionado aos fatos atualmente investigados, dando a entender que, se eu não fizesse nenhuma colaboração premiada, eu poderia ser meta de medidas judiciais”.
Empresária diz temer retaliação política por não ter delatado
Uma vez que perfeito e divulgado pela revista Veja, a secção mais grave do documento está na justificativa final de Karina Gama. A empresária afirmou que a “proximidade temporal e a convergência temática entre esses contatos causaram-me preocupação e fundado receio quanto à possibilidade de que minha situação jurídica venha a tolerar interferências ou pressões externas de natureza política, principalmente diante da referência feita à celebração de colaboração premiada uma vez que meio para evitar uma provável ‘complicação’”.
O trecho final do documento é contundente e reforça a sisudez da denúncia:
“Segundo o contexto que me foi apresentado por tais interlocutores, se eu não fizesse uma delação premiada, assumindo que alguma irregularidade teria ocorrido na produção do filme, o que seria equivalente a expor mentiras, eu poderia ser meta de operações policiais contra a minha pessoa. Uma vez que não cometi nenhuma irregularidade e uma vez que não fiz nenhuma delação premiada, tenho receio de que alguma operação policial possa ser realizada contra a minha pessoa por retaliação política e não porque cometi qualquer ilícito. E estou registrando cá aquilo que efetivamente me foi transmitido por terceiros, justamente para preservar contemporaneamente os fatos e permitir sua ulterior verificação pelas autoridades competentes, caso necessário”.
Cabe evidenciar que o documento não apresenta provas materiais das pressões descritas, tratando-se de uma enunciação juramentada unilateral da empresária. Ainda assim, o teor levanta questionamentos sérios sobre possíveis interferências políticas em investigações em curso.
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https://www.contrafatos.com.br/pf-acha-declaracao-em-que-empresaria-de-dark-horse-relata-abordagens-sobre-delacao-contra-flavio-bolsonaro-quem-estaria-por-tras//Manancial/Créditos -> CONTRA FATOS
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