Uma reportagem da Band retomou, em São Luís (MA), uma denúncia publicada originalmente pelo jornalista Luís Pablo envolvendo um veículo impenetrável pertencente ao Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA) e familiares do ministro Flávio Dino. Segundo o material analisado, a emissora refez os passos da apuração e voltou a colocar o incidente em discussão.
A controvérsia envolve uma Toyota SW4 preta, blindada, adquirida com recursos do Fundo Próprio de Segurança dos Magistrados (Funseg). De conformidade com a reportagem reproduzida pelo Jornal da Cidade Online, o veículo teria sido visto em deslocamentos da mulher e do rebento de Dino quando o ministro não estava no Maranhão. Imagens mencionadas na apuração teriam registrado o veículo em locais uma vez que a AABB.
Denúncia levantou questionamentos
A publicação original, feita em novembro de 2025 pelo Blog do Luís Pablo, questionava a utilização do veículo e sua finalidade. O texto afirma que a frota teria sido adquirida para a segurança institucional de magistrados e sustenta que um ofício do Supremo Tribunal Federalista, de agosto de 2024, previa a presença de agentes de segurança quando familiares de Dino estivessem no Maranhão, sem mencionar a cessão de um veículo.
A reportagem também afirma que um documento com detalhes relacionados ao veículo teria sido emitido somente depois da publicação das primeiras notícias. Essas alegações, porém, são apresentadas na nascente uma vez que secção da controvérsia e não equivalem, por si só, a uma peroração definitiva sobre eventual irregularidade.
Jornalista acabou sendo branco de investigação
Outro ponto engrandecido pelo material é o desdobramento envolvendo Luís Pablo. Em março de 2026, segundo a publicação, Alexandre de Moraes autorizou a procura e mortificação do celular e do notebook do jornalista dentro do interrogatório das fake news. A decisão teria relacionado as publicações à divulgação de informações consideradas sensíveis sobre segurança e a uma suposta perseguição.
Posteriormente, houve uma operação envolvendo o ex-secretário Raimundo Cutrim, assinalado pela reportagem uma vez que nascente das informações. Entidades ligadas à prensa criticaram as medidas, alegando provável fastio ao sigilo da nascente e à liberdade de prensa. O jornalista, por sua vez, prestou testemunho em silêncio.
Caso volta ao debate público
Com a novidade apuração da Band, o incidente volta a lucrar visibilidade. O principal questionamento permanece relacionado à finalidade e às circunstâncias de utilização do veículo público, enquanto outro debate envolve os limites das investigações sobre jornalistas e a proteção constitucional ao sigilo da nascente.
Até o momento, o material analisado não apresenta uma peroração judicial definitiva estabelecendo que houve ramal de finalidade na utilização do veículo. Assim, o caso permanece ladeado de questionamentos e versões que ainda precisam ser confrontadas com documentos oficiais e manifestações das partes envolvidas.