Moraes ameaçou cassar candidatos que usarem perceptibilidade sintético para espalhar desinformação nas eleições de 2026 durante evento na USP
Por ContraFatos 22/08/2026 Atualizado em 22/08/2026
Ministro do STF fez enunciação em evento na USP e disse que cassação será consequência para quem recorrer à perceptibilidade sintético com fins eleitorais ilícitos
A possibilidade de cassação de registro ou procuração para candidatos que utilizarem perceptibilidade sintético porquê utensílio de desinformação nas eleições de 2026 foi levantada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federalista (STF). A aviso foi feita na manhã desta sexta-feira, 21 de agosto, durante o evento “Voto e democracia no Brasil”, realizado na Faculdade de Recta da Universidade de São Paulo (USP), localizada no meio da capital paulista.
“Todos os candidatos têm de ter absoluta consciência que, se, na véspera, quiserem utilizar os mecanismos de desinformação anabolizados pela perceptibilidade sintético, isso vai dar cassação”, disse o ministro.
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Moraes critica atuação de extremistas nas redes sociais
Além da ameaço direta aos candidatos, Moraes fez críticas à forma porquê o país lidou com o progressão de grupos radicais no envolvente do dedo. Segundo o magistrado, o Brasil subestimou a atuação de extremistas nas redes sociais. Ele afirmou ainda que cidadãos foram submetidos a uma espécie de “lavagem cerebral” em decorrência da propagação massiva de conteúdos desinformativos.
Cármen Lúcia acompanha posicionamento de Moraes
A ministra Cármen Lúcia, que foi eleita na terça-feira, 18 de agosto, porquê presidente da Primeira Turma do STF, se posicionou na mesma direção de Moraes durante o evento. Em sua fala, ela trouxe um paralelo histórico ao mencionar a Lei da Anistia, sancionada em 1979 pelo portanto presidente João Baptista Figueiredo, durante o regime militar. A legislação concedeu anistia a indivíduos que haviam praticado crimes políticos ou conexos entre os anos de 1961 e 1979.
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“A gente lutava pelo que a gente queria”, disse Cármen Lúcia. “Primeiro, por anistia ampla, universal e irrestrita. Veio uma anistia capenga, mas foi o que a minha geração pôde remunerar para ter nossos amigos e parceiros em morada, saindo das prisões e voltando do exílio.”
Contexto eleitoral e regulação do dedo em destaque
A enunciação de Moraes ganha relevância em um cenário no qual a IA se tornou uma preocupação mediano para a Justiça Eleitoral. A capacidade de produzir conteúdos falsos em larga graduação — porquê vídeos manipulados e áudios sintéticos — intensifica o debate sobre os limites do uso de tecnologia durante campanhas. A posição enfática do ministro sinaliza que o tribunal pretende adotar uma postura rigorosa contra abusos digitais na reta final do pleito de 2026.
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