O Ministério Público Eleitoral solicitou a impugnação do registro de candidatura à reeleição da deputada estadual Fabiana Bolsonaro, sob o argumento de que o nome utilizado nas urnas poderia induzir eleitores a crer que ela possui parentesco com o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Fabiana, porém, não pertence à família Bolsonaro. Seu nome social é Fabiana de Lima Barroso Souza, filha do pastor Adilson Barroso, fundador e presidente vernáculo do macróbio Patriota, atualmente Partido Renovação Democrática (PRD). Segundo o Ministério Público, a utilização do sobrenome “Bolsonaro” poderia gerar confusão sobre a identidade da candidata e provocar transmigração de votos.
O procurador Paulo Taubemblatt citou decisões anteriores da Justiça Eleitoral que restringiram nomes de urna considerados capazes de suscitar dúvidas sobre a identidade de candidatos. O documento também menciona casos anteriores envolvendo o sobrenome Bolsonaro.
Precedente em 2022
A deputada já havia tentado disputar a eleição de 2022 utilizando o nome “Fabiana Bolsonaro”. Naquele ano, a Justiça Eleitoral barrou a denominação e ela concorreu porquê “Fabiana B.”, sendo eleita para a Reunião Legislativa de São Paulo com 65.497 votos.
Agora, o partido terá sete dias para impugnar a impugnação apresentada pelo Ministério Público Eleitoral.
Deputada também enfrenta representação na Alesp
Além da disputa envolvendo o nome de urna, Fabiana foi escopo, em março, de uma representação no Parecer de Moral da Reunião Legislativa de São Paulo por desculpa de um oração realizado em plenário. Na ocasião, segundo a material, ela teria utilizado maquiagem marrom e feito uma semelhança envolvendo identidade racial e identidade de gênero.
Dezoito deputados de PT, PSOL, PCdoB e PSB solicitaram a apuração de uma verosímil quebra de decoro parlamentar.
A decisão sobre a candidatura, agora, deverá seguir na Justiça Eleitoral posteriormente a revelação da resguardo.