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Mesmo assim, o Itamaraty optou por vetar a ingresso dos dois funcionários americanos, decisão tomada antes mesmo da publicação de uma reportagem do jornal The Washington Post que identificava os diplomatas uma vez que responsáveis por uma estratégia americana voltada a questionar a confiabilidade do sistema eleitoral brasílio.
EUA reagem e chamam acusações de “patranha sem fundamento”
Em nota divulgada neste sábado (25), o Departamento de Estado foi peremptório ao negar qualquer intenção de interferir no processo eleitoral do Brasil. O porta-voz do Escritório de Prelo declarou:
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— Qualquer sugestão de que a visitante seria uma “manobra” para minar as eleições de uma país democrática é uma patranha sem fundamento. Tratava-se de uma visitante de rotina, em conformidade com as atribuições legais do DRL — afirmou o porta-voz do Escritório de Prelo do Departamento de Estado.
O governo americano reforçou que a missão era de caráter rotineiro e não fugia das atribuições regulares da pasta. A visitante aconteceria poucas semanas antes das eleições presidenciais marcadas para 4 de outubro.
Decisão do governo Lula gera controvérsia
A postura do governo Lula de barrar os diplomatas americanos labareda atenção pelo contexto em que ocorreu. O Brasil costuma receber observadores internacionais em períodos eleitorais sem maiores objeções. Desta vez, porém, a avaliação diplomática do Planalto foi dissemelhante.
Fontes do governo alegaram que o Brasil teria sido alertado sobre o “caráter inusitado” da missão e, com base nisso, decidiu impedir a ingresso. Na avaliação de Brasília, os americanos teriam, na verdade, um “outro papel” — embora não tenha sido apresentada publicamente nenhuma prova concreta dessa suposta intenção oculta.
Assessores de Lula apontam suposta operação coordenada
Na visão de assessores da Presidência, o envio da missão pelo secretário de Estado, Marco Rubio, teria coincidido com dúvidas já levantadas no Brasil sobre as urnas eletrônicas. Para esse grupo, a coincidência seria sinal de uma operação conjunta destinada a descredibilizar o sistema eleitoral pátrio.
Todavia, a decisão de negar os vistos sem apresentar evidências públicas robustas coloca o governo Lula em posição delicada. Ao impedir uma visitante classificada pelos EUA uma vez que rotineira, o Itamaraty pode ter criado um incidente diplomático desnecessário — alimentando a percepção de que a gestão Lula prefere evitar o escrutínio extrínseco sobre o processo eleitoral em vez de provar crédito na solidez das instituições democráticas brasileiras.
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https://www.contrafatos.com.br/eua-classificam-acusacoes-de-interferencia-eleitoral-como-mentira//Nascente/Créditos -> CONTRA FATOS
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