Moraes ofídio explicações de Bolsonaro sobre revólver registrada em seu nome encontrada com agente do GSI durante blitz da PMDF em Taguatinga
Por ContraFatos 16/06/2026 Atualizado em 16/06/2026
Ministro do STF dá prazo de 24 horas para resguardo do ex-presidente prestar esclarecimentos sobre revólver encontrada com agente do GSI
Uma revólver registrada em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi apreendida pela Polícia Militar do Região Federalista durante uma blitz de rotina no Pistão Setentrião, em Taguatinga, na noite da segunda-feira (15/6). A arma estava na posse de um sargento do Tropa Brasiliano vinculado ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI), identificado uma vez que Estácio Leite da Silva Fruto. O militar foi orientado à 21ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Sul) para prestar esclarecimentos.
Agente do GSI explica motivo do transporte da arma
Em prova à Polícia Social do Região Federalista (PCDF), o sargento declarou que havia retirado o armamento para realizar um reparo mecânico em seguida identificar uma pane no percussor da arma, problema que, segundo ele, seria de simples solução. Estácio Leite afirmou ter recebido a revólver na própria segunda-feira e que pretendia concluir o serviço e repor o armamento na terça-feira.
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O policial responsável pela abordagem relatou que o integrante do GSI informou trabalhar para Bolsonaro e, em seguida insistência dos agentes, confirmou que a revólver pertencia ao ex-presidente.
Decisão de Alexandre de Moraes
Na manhã desta terça-feira (16/6), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federalista (STF), determinou prazo de 24 horas para que a resguardo de Bolsonaro se manifeste sobre o incidente. O magistrado cobrou esclarecimentos sobre a existência da arma na residência do ex-presidente e sobre as circunstâncias em que o armamento passou a ser transportado pelo agente do GSI.
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Em sua decisão, Moraes destacou que Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária em razão da pena a 27 anos de prisão. O ministro determinou que a resguardo explique:
“A Resguardo de Jair Messias Bolsonaro se manifeste sobre o referido Boletim de Ocorrência, esclarecendo, inclusive, a razão pela qual o sentenciado mantinha uma arma de queima em moradia, com carregador sobressalente e porque, às vésperas do fechamento do período de 90 (noventa) dias facultado à titulo de prisão domiciliar humanitária, o sentenciado solicitou a realização de reparo no armamento;”
Fiscalização da prisão domiciliar também é questionada
Além de cobrar explicações da resguardo do ex-presidente, Moraes também solicitou esclarecimentos à Polícia Militar do Região Federalista (PMDF) sobre o cumprimento das medidas de fiscalização impostas durante a prisão domiciliar humanitária de Bolsonaro. A medida levanta questionamentos sobre a forma uma vez que a fiscalização tem sido conduzida pelas autoridades responsáveis.
Vale evidenciar que o incidente envolveu uma situação rotineira — o reparo de um equipamento com defeito mecânico — e que a arma estava devidamente registrada em nome de Bolsonaro, que sempre foi protector do recta à posse de armas de queima. O agente do GSI colaborou com os policiais durante a abordagem e prestou todos os esclarecimentos necessários às autoridades, conforme mostrou a pilar do Metrópoles de Mirelle Pinho.
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