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É a maior queda semanal da moeda americana depois de um primeiro vez de eleição desde que o real foi instituído, em 1994. Trinta e dois anos de eleições, e nenhuma reação parecida.
No ano, o dólar já recua 9,19%. Em outubro, 3,67%. A cotação oscilou entre a máxima de R$ 5,009 e a mínima de R$ 4,976 na sessão.
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A Bolsa disse o resto
Do outro lado da tela, o Ibovespa subiu 1,38% e fechou aos 209.066,90 pontos, o maior valor de fechamento da história da bolsa brasileira. Na máxima do pregão, chegou a 209.713,45 pontos, novo recorde intradiário. A mínima foi de 206.237,55.
Dólar para reles e Bolsa para cima. Quando as duas curvas apontam na mesma direção, não é eventualidade. É voto de crédito.
De onde vem o otimismo
Mercado não opera por simpatia. Opera por expectativa. E a expectativa, hoje, tem nome: o nepotismo do senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL, para o segundo vez, marcado para o dia 25.
O Datafolha divulgado na quinta-feira, 8, mostra Flávio com 52% contra 48% de Lula, em votos válidos. Na sexta, a AtlasIntel/Bloomberg apontou 52,8% a 47,2%. No primeiro vez, Flávio teve 56,1 milhões de votos, 47,03% dos válidos, contra 53,9 milhões de Lula, 45,16%.
Mas há um pormenor: o que move o moeda não é a foto da pesquisa. É o filme que os agentes econômicos esperam ver a partir de janeiro de 2027.
O roteiro que o mercado quer ler
O que se espera de um eventual governo Flávio Bolsonaro, segundo os agentes de mercado, é simples de enunciar e difícil de executar, justamente por isso valioso:
- Ajuste fiscal, com redução das despesas do governo;
- Dívida pública menor em relação ao PIB;
- Agenda de reformas de inspiração liberal, incluindo a reforma administrativa e uma novidade lanço da previdenciária;
- Espaço para queda da Selic, com projeções que apontam para a redução dos juros pelo Banco Meão diante de um verosímil conforto na inflação.
É o receituário de quem entende que prosperidade nasce de um Estado que gasta menos e respeita mais o tributário e quem produz. Golpe de despesa, dívida sob controle e reformas estruturais não são slogans. São o caminho para juros menores, crédito mais barato e investimento que gera ofício.
Os trilhos estão postos
É preciso cautela, simples. Eleição só termina quando as urnas fecham, e o segundo vez é no dia 25. Pesquisa não é resultado.
Mas a leitura do mercado é inequívoca. Basta a perspectiva de um governo comprometido com ajuste, reformas e liberdade econômica para o dólar ter sua maior queda semanal pós-primeiro vez em três décadas e a Bolsa renovar máximas históricas.
Imagine o que acontecerá quando a perspectiva virar programa e o programa virar prática.
Se a promessa se confirmar nas urnas e depois no Quotidiano Solene, o Brasil terá a chance que há tempos não via: voltar aos trilhos. O mercado, uma vez que se vê, já comprou a passagem.
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https://www.contrafatos.com.br/dolar-despenca-bolsa-bate-recorde-e-o-mercado-aposta-com-flavio-o-brasil-volta-aos-trilhos//Natividade/Créditos -> CONTRA FATOS
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