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“Percebi que era uma floresta e logo vi um bicho. Um macaco se aproximou, seguido por outros; eles chegaram perto de mim e ficaram me observando. Eu estava muito assustada, mas um deles veio, começou a mexer nas minhas orelhas e a tocar em mim”, relatou ela.
Os macacos-prego perderam o interesse inicial, mas continuavam voltando para verificar porquê ela estava. Segundo Marina, eles não a aceitaram de subitâneo. Aos poucos, passaram a subir em seus ombros e a trebelhar com seu cabelo.
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“Aquilo foi um grande conforto para mim, pois eu me sentia muito isolada depois de tantos meses ou dias. Eu me sentia muito sozinha, e ter aquele bicho subindo nos meus ombros e ficando ali, brincando com meu cabelo. Isso foi realmente reconfortante enquanto eu esperava que alguém viesse me buscar. Mas ninguém apareceu”, contou.
Sete anos de sobrevivência na selva
Com os animais, Marina aprendeu a sobreviver na mata. Durante sete anos, manteve-se viva bebendo grandes quantidades de chuva, consumindo sementes e aproveitando sobras de comida deixados pelos macacos. Passou a saber quais frutas eram seguras para consumir e aprendeu a subir em árvores e a circundar entre elas.
Ela contou que já estava tão entrosada com os macacos que nem lembrava que era humana. Foi logo que um grupo de caçadores entrou na floresta, encontrou a moçoila e a retirou da vida na selva.
O choque diante do espelho
Perguntada se considerava os macacos porquê sua família, Marina descreveu o momento em que encontrou o espelho:
“Eu me sentia secção deles por motivo das mãos. Eles se comportam porquê humanos. Fiquei chocada quando encontrei um pedaço de espelho. Foi o maior choque da minha vida, porque eu não tinha noção de porquê era meu rosto. Foi a primeira vez que vi minha própria face. Naquele momento, pensei: ‘Não sou porquê uma macaca’. Mas eu sentia que tinha um vínculo com eles. Eu estava começando a me sentir um pouco confusa. Achava que não falava língua nenhuma. Achava que esqueci a minha própria língua porque comecei a reconhecer os ruídos [nos animais].”
A vida na Inglaterra
Muitas pessoas presumiam que Marina nunca levaria uma “vida normal”. Ela mesma se surpreendeu com o sucesso que obteve nesse sentido. Apesar de não ter instrução formal, disse que sobreviveu simplesmente dando o melhor de si e sendo a melhor pessoa verosímil, um pouco que lhe foi muito útil ao longo dos anos.
Marina chegou à Inglaterra em 1977 para trabalhar porquê babá. Logo depois, conheceu John Chapman numa igreja na cidade de Bradford. Ela quase não falava inglês, e ele não falava espanhol. Mesmo assim, os dois se apaixonaram e se casaram poucos meses depois. O par teve duas filhas, Joanna e Vanessa, e construiu uma vida tranquila e seguro no subúrbio de Yorkshire.
Origem familiar segue um mistério
A identidade e o paradeiro dos pais biológicos de Marina continuam sendo um mistério integral. Teorias levantaram hipóteses de que o pai dela pudesse estar envolvido em cartéis locais de drogas ou em conflitos políticos na Colômbia dos anos 1950, o que explicaria o rapto e o silêncio da família.
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https://www.contrafatos.com.br/mulher-que-diz-ter-sido-criada-por-macacos-na-colombia-conta-que-se-assustou-ao-ver-o-proprio-rosto-num-espelho//Manancial/Créditos -> CONTRA FATOS
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