Em determinado trecho, uma mulher afirma que Bolsonaro teria dito que nordestinos deveriam “consumir capim”. Rubinho rebate de súbito e exibe uma manchete do Estadão que diz: “Vídeo em que Bolsonaro oferece capim a eleitores de Lula é de 2018 e não há menção a nordestinos”.
Outro sufragista pergunta se o Brasil poderia perceber a posição de quarta maior economia do mundo. O candidato responde que sim, mas aponta medidas que considera indispensáveis:
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“Precisa de um remédio sério, o remédio amargo para resolver o problema. Trinchar na músculos, diminuir o número de ministérios, trinchar o número de cargos, simplificação tributária, ultimar com aquela reforma do Haddad que só arrebenta a vida de todo mundo.” — Rubinho Nunes, durante abordagem na Avenida Paulista.
Na sequência, o vereador defende o fomento ao empreendedorismo e critica a transporte econômica do governo Lula. Ao fechar o vídeo, apresenta-se porquê candidato a deputado federalista e divulga seu número de urna: 4455.
Decisão da Justiça Eleitoral
Na representação, a coligação argumentou que, embora a sátira política possa rodear de forma orgânica, a legislação eleitoral não permitiria o impulsionamento pago de teor negativo contra adversários. Os pedidos feitos em caráter de urgência incluíam a remoção do vídeo, a suspensão dos impulsionamentos e o impedimento de novas promoções pagas com texto semelhante.
A juíza facilitar da propaganda Claudia Fonseca Fanucchi analisou o caso em sede liminar e concedeu a tutela de urgência de forma parcial, em extensão menor do que a solicitada. A decisão determinou que os provedores suspendam o impulsionamento vinculado ao pregão no prazo de 24 horas, sob pena de multa diária de R$ 1 milénio, limitada inicialmente a R$ 30 milénio.
Mas, a Justiça não ordenou a retirada do vídeo das redes sociais. A magistrada fez questão de ressaltar que a decisão é provisória e “não importa antecipação do julgamento de préstimo”. A estudo definitiva ficou adiada para depois a apresentação da resguardo e a revelação do Ministério Público Eleitoral.
Rubinho Nunes reage à ação judicial
Rubinho Nunes reagiu à iniciativa da coligação adversária e classificou a medida porquê uma tentativa de restringir o debate político. O candidato garantiu que seguirá defendendo durante a campanha a redução da estrutura estatal, a simplificação tributária e políticas voltadas à geração de serviço.
“O PT foi à Justiça pedir para tirar do ar um vídeo porque eu critiquei Lula e a reforma do Haddad. Quando não conseguem responder à sátira, tentam silenciar quem critica. A Justiça não mandou extinguir o vídeo e eu não vou deixar de falar o que penso sobre o governo Lula porque o PT se incomodou.” — Rubinho Nunes.
Próximos passos do caso
O processo permanece em curso na Justiça Eleitoral. A lanço seguinte prevê a apresentação da resguardo de Rubinho Nunes e a revelação do Ministério Público Eleitoral. Somente depois essas fases a juíza proferirá sentença definitiva sobre a existência de irregularidade, eventual responsabilidade do candidato e verosímil emprego de sanções.
O desfecho do caso pode transfixar precedente relevante para outras disputas envolvendo impulsionamento de teor político nas redes sociais ao longo deste ciclo eleitoral.