Casas Bahia é níveo de dezenas de ações de resíduo em todo o Brasil posteriormente protocolar pedido de recuperação judicial bilionário
Por ContraFatos 20/08/2026 Atualizado em 20/08/2026
Proprietários de imóveis movem dezenas de processos contra a varejista posteriormente pedido de recuperação judicial
Poucos dias posteriormente protocolar seu pedido de recuperação judicial, a Casas Bahia passou a ser níveo de dezenas de ações de resíduo em diferentes cidades brasileiras. Proprietários e administradores de imóveis comerciais acionaram a Justiça para reaver seus espaços, enquanto outros enviaram notificações formais de rescisão ou vencimento antecipado dos contratos de locação firmados com a varejista.
Recuperação judicial abrange R$ 17,3 bilhões em dívidas
O pedido de recuperação judicial foi formalizado no domingo (16) e engloba R$ 17,3 bilhões em dívidas da companhia. A decisão ocorreu na esteira de um prejuízo líquido de R$ 10,1 bilhões registrado no segundo trimestre — valor 18 vezes superior ao escolhido no mesmo período do ano anterior. Antes do protocolo, o Grupo já havia fechado 298 lojas com ordinário desempenho e desligado murado de 1,9 milénio funcionários.
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Centros logísticos em Minas Gerais e Paraná estão entre os alvos mais avançados
Entre os processos em estágio mais antecipado, destaca-se o que envolve dois centros logísticos utilizados pela varejista nas cidades de Resenha (MG) e São José dos Pinhais (PR). Os imóveis pertencem ao HSI Logística, fundo imobiliário dirigido pela Apex Group e gerido pela HSI.
Em indumentária relevante divulgado na terça-feira (18), a gestora comunicou que os aluguéis referentes a julho foram pagos integralmente, porém os valores com vencimento em agosto permaneciam em sincero. A HSI informou ter notificado a Casas Bahia sobre a inadimplência e declarou estar preparada para tomar as medidas cabíveis para proteger os direitos do fundo, o que inclui a possibilidade de ingressar com ação de resíduo.
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Varejista considera imóveis essenciais para manter a operação
No próprio pedido de recuperação judicial, a Casas Bahia classificou os dois galpões logísticos porquê essenciais à perpetuidade de suas atividades. Segundo a empresa, as lojas físicas respondem por mais da metade da receita operacional, e a perda desses pontos comerciais poderia comprometer de forma irreversível o funcionamento da companhia durante o processo de restruturação.
Os processos judiciais abrangem espaços em shopping centers, outros imóveis comerciais e galpões logísticos espalhados por todo o país.
Operação segue ativa em canais físicos e digitais
Apesar do cenário contrário, o pedido de recuperação judicial não paralisa as operações do Grupo Casas Bahia, que continua funcionando tanto em seus pontos de venda físicos quanto nos canais digitais. A novidade lanço da companhia prevê uma série de ajustes estratégicos:
Revisão dos canais digitais;
Adequação de estoques e capital de giro;
Redução dos investimentos;
Procura por alternativas para diminuir o dispêndio financeiro.
Procurada pela prelo, a Casas Bahia não se manifestou sobre as ações de resíduo até a publicação das reportagens.
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