Daniel Vorcaro mobilizou estrutura policial paralela por drone em condomínio de luxo que unicamente buscava um cachorro perdido
Por ContraFatos 20/06/2026 Atualizado em 20/06/2026
Conversas obtidas pela Polícia Federalista revelam que banqueiro mobilizou grupo com policiais e ex-policiais para identificar operador de equipamento em condomínio de luxo
Um incidente inusitado envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro veio à tona em seguida o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federalista (STF), retirar o sigilo de processos ligados à Operação Compliance Zero. As mensagens revelam que, em março de 2024, Vorcaro colocou em funcionamento toda uma estrutura policial paralela por desculpa de um drone que sobrevoava sua residência no condomínio Lagoa do Miguelão, em Novidade Lima (MG). O desfecho, porém, foi surpreendente: o equipamento era operado por um vizinho que unicamente tentava localizar um cachorro sumido.
O grupo “A Turma” e seu papel a serviço do banqueiro
De congraçamento com a Polícia Federalista (PF), o chamado grupo “A Turma” atuava porquê uma estrutura paralela comandada por Vorcaro. A organização era composta por policiais e ex-policiais que desempenhavam funções porquê monitoramento de pessoas, levantamento de informações sigilosas e ações direcionadas contra indivíduos considerados adversários pelo banqueiro.
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A mensagem que deflagrou a mobilização
No dia 26 de março de 2024, Vorcaro enviou uma mensagem a Luiz Phillipi Mourão, publicado porquê “Sicário”, informando que um drone sobrevoava sua mansão no condomínio de luxo. O banqueiro solicitou que alguém fosse até o lugar para identificar o proprietário do equipamento.
Mourão respondeu prontamente. Comprometeu-se a enviar integrantes do grupo para localizar e apreender o drone. Em seguida, fez uma pergunta operacional: a equipe deveria usar viatura solene ou veículo descaracterizado?
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Entrar no grupo
As conversas obtidas pela PF indicam que Vorcaro preferia o uso de uma viatura. A razão? A presença de um veículo solene poderia intimidar o operador do equipamento.
Líder operacional continuou apuração mesmo sob chuva
A tarefa de campo ficou a função do policial federalista jubilado Marilson Roseno da Silva, identificado pela Polícia Federalista porquê líder operacional de “A Turma”. Durante as diligências, ele relatou que a chuva dificultava os trabalhos, mas não interrompeu a apuração para desenredar quem estava por trás do voo do drone.
A invenção: um produtor músico procurava seu cachorro
Dias em seguida a mobilização, os integrantes da estrutura finalmente identificaram o operador do drone. Era o produtor músico Elias Martins, que utilizava o equipamento com o objetivo singelo de procurar um cachorro perdido. Ele contava com a ajuda de um colega que residia no próprio condomínio.
Segundo os investigadores, não havia qualquer vestígio de ameaço concreta. Ainda assim, Vorcaro acionou toda a sua estrutura paralela para localizar e abordar o responsável pelo equipamento. Para a Polícia Federalista, o incidente configura mais um exemplo da atuação do grupo em favor restrito dos interesses do banqueiro.
O material faz secção da investigação da Operação Compliance Zero. As conversas tornaram-se públicas em seguida a decisão de Alexandre de Moraes de levantar o sigilo dos processos relacionados ao caso. Daniel Vorcaro foi recluso pela segunda vez em março de 2026.
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