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“O oferecido reforça o alerta vermelho na economia pelo indumento de o cartão carregar a taxa de juros mais elevada do mercado: 428,3% ao ano no crédito rotativo. A inadimplência entre as famílias que recebem até três salários mínimos disparou 1,7 ponto percentual em termos mensais, atingindo a marca sátira de 38,6% em maio” — frisou a entidade, em relatório.
Quais tipos de dívida são considerados no levantamento
A Peic classifica uma vez que dívidas as contas a vencer em diversas modalidades: cartão de crédito, cheque privativo, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal, cheque pré-datado e prestações de coche e de imóvel.
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Inadimplência cresce ligeiramente, mas permanece próxima ao patamar anterior
A fatia de famílias inadimplentes registrou ligeiro subida, passando de 29,7% em abril para 29,9% em maio. No mesmo mês do ano pretérito, o indicador estava em 29,5%. Já o percentual de famílias que declararam não ter condições de quitar seus débitos em delongado — ou seja, que permanecerão inadimplentes — ficou firme em 12,3%, repetindo o número de abril. Em maio de 2025, essa proporção era ligeiramente maior, de 12,5%.
Sensação de cimo endividamento cresce entre as famílias
A parcela de brasileiros que se consideram “muito endividadas” avançou para 17% em maio, o nível mais ressaltado desde junho de 2024. Esse indicador reforça a percepção de pressão financeira sobre os orçamentos domésticos.
Prazos mais longos e menor comprometimento da renda
Apesar do cenário preocupante, alguns dados apontam sinais mistos. Os prazos de pagamento se ampliaram, com 33,3% das famílias carregando dívidas por mais de um ano. Ao mesmo tempo, o percentual médio de comprometimento da renda recuou para 29,3%, segundo a CNC.
Entre os inadimplentes, 49,3% informaram possuir débitos vencidos há mais de 90 dias — a menor fatia registrada em 2026. O tempo médio de delongado nas contas caiu para 65 dias, o que pode indicar uma ligeiro melhora na capacidade de regularização de pendências financeiras.
Conferência com o ano anterior evidencia agravamento
Na verificação anual, o quadro mostra deterioração clara. Em maio de 2025, o percentual de famílias endividadas era de 78,2% — 3,4 pontos percentuais aquém do recorde atual de 81,6%. A escalada contínua ao longo de cinco meses consecutivos acende um alerta sobre a saúde financeira dos consumidores brasileiros.
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https://www.contrafatos.com.br/endividamento-das-familias-brasileiras-atinge-recorde-historico-em-maio-de-2026//Manadeira/Créditos -> CONTRA FATOS
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