Residência solene do Brasil em Roma abrigou artistas e políticos aliados de Lula com recursos públicos do Itamaraty durante procuração petista
Por ContraFatos 10/06/2026 Atualizado em 10/06/2026
Cantores, escritores e políticos ligados ao PT foram abrigados na residência solene do Brasil em Roma
Artistas que declararam esteio à campanha eleitoral de Luiz Inácio Lula da Silva em 2022 foram hospedados com recursos públicos na residência solene do Brasil em Roma. Entre os beneficiados estão nomes uma vez que Fafá de Belém, Mônica Salmaso, Marcelo Rubens Paiva e Aline Bei. O Itamaraty assumiu os custos das estadias por meio do Programa de Diplomacia Cultural, verba destinada a promover o país no exterior.
Lei de Chegada à Informação expôs lista de beneficiados
Os registros só vieram a público depois um recurso aceito pela Controladoria-Universal da União (CGU). O Ministério das Relações Exteriores havia tentado bloquear o entrada aos dados durante meses, argumentando que a solicitação seria desproporcional. Com a derrubada do veto, ficou revelado que as embaixadas brasileiras consumiram R$ 240,5 milhões em manutenção somente no último ano. A apuração original foi feita pelo portal Metrópoles.
Leitura
Shows de Fafá de Belém custaram R$ 273 milénio ao governo
Fafá de Belém utilizou a estrutura do palácio em maio de 2024 para realizar apresentações na Itália e em San Marino. O Itamaraty destinou R$ 273,8 milénio para custear os shows da cantora, que havia gravado vídeos de esteio a Lula durante o primeiro vez da última eleição presidencial.
Já a cantora Mônica Salmaso ocupou quartos da residência solene em outubro de 2024, acompanhada por dois músicos de sua equipe. A apresentação do grupo gerou um gasto de R$ 51,2 milénio para os cofres públicos.
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Nem todos usaram quantia público
Outros artistas conhecidos, uma vez que o ator Fábio Porchat, estiveram no prédio histórico em caráter pessoal. Nesse caso, não houve registro no programa governamental porque as despesas foram pagas do próprio bolso.
Políticos do PT e autoridades do Judiciário também se hospedaram
O relatório obtido registra a passagem de 68 pessoas pelo imóvel em Roma, incluindo uma comitiva de integrantes do PT e membros do Judiciário. A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, o superintendente da Advocacia-Universal da União, Jorge Messias, e o ex-ministro do Supremo Tribunal Federalista, Luís Roberto Barroso, estão entre os que utilizaram a estrutura.
A ex-presidente Dilma Rousseff permaneceu no sítio por cinco dias em 2024. O motivo pronunciado foi a procura por uma audiência com o Papa Francisco. Outro nome do primeiro escalão petista que se alojou no casarão italiano foi Gilberto Roble, secretário do Ministério do Trabalho.
Justificativa solene do governo
O Itamaraty defendeu o uso político e artístico do imóvel alegando que as instalações servem para estribar eventos institucionais e atividades de representação diplomática do Brasil no exterior. O governo federalista classificou todos os gastos dentro do Programa de Diplomacia Cultural.
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