“A Prefeitura utilizou R$ 170.000,00 de verbas públicas para financiar um evento político-partidário de espeque à candidatura do ex-presidente Lula”, diz um trecho da petição do parlamentar, que aponta o incidente uma vez que uma fadiga à moralidade administrativa e improbidade.
Outros artistas também receberam cachê com quantia público
Além do pagamento de R$ 100 milénio talhado a Daniela Mercury, a Prefeitura desembolsou R$ 28 milénio para o rapper Dexter, R$ 12 milénio para o DJ KL Jay e R$ 30 milénio para Mateo Piraces. Todos os contratos foram publicados no Quotidiano Solene em 3 de maio de 2022, ano eleitoral.
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Coro pró-Lula no palco gerou críticas
O evento foi organizado pelas centrais sindicais e contou com a participação de Lula. No palco, a estrela baiana do axé music puxou coro de espeque ao logo pré-candidato petista, exibiu uma bandeira com a imagem do político que liderava a oposição ao projeto de reeleição do logo presidente Jair Bolsonaro e fez declarações que geraram grande repercussão.
Durante a apresentação, Daniela Mercury afirmou: “Quem não votar pra Lula, vai estar votando contra os pretos, contra os pobres, contra os trabalhadores, contra os artistas, contra o país, contra a Amazônia, contra tudo o que lutamos nesse país. Portanto, é Lula, sim, o Brasil precisa de Lula. Obrigada por se candidatar de novo”.
Resguardo alega liberdade de frase e pede nulidade
A produtora California, empresa da qual Daniela Mercury é sócia e também cândido da ação, apresentou sua resguardo. Segundo o jornal O Dia, os advogados da empresa argumentaram que não há irregularidade no contrato nem no show realizado. A resguardo sustentou que a artista não possui relação direta com o Município e que eventual responsabilização não poderia ser atribuída a ela uma vez que pessoa física, uma vez que o contrato foi comemorado com a pessoa jurídica.
Por esse motivo, a produtora pediu a nulidade da notificação da cantora. Aliás, argumentou que as manifestações de Daniela Mercury durante o show são protegidas pelo recta constitucional à liberdade de frase. A resguardo também requereu a improcedência da ação por pouquidade de ilegalidade e pediu a pena do deputado Gil Diniz, responsável do processo, acusando-o de praticar ato de exprobação.
Tentativa de citação frustrada e trâmites na Bahia
Em abril de 2025, houve uma tentativa frustrada de citação de Daniela Mercury para audiência judicial. Diante disso, uma missiva precatória foi emitida para a Justiça da Bahia, a termo de dar curso aos trâmites processuais e ouvir a artista.
O Quotidiano do Poder confirmou a existência da ação popular, que tramita sob o processo nº 1024598-70.2022.8.26.0053, na 1ª Vara de Herdade Pública de São Paulo. O veículo também tentou contato com a artista, mantendo o espaço acessível para sua eventual revelação sobre o caso.
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https://www.contrafatos.com.br/daniela-mercury-se-torna-re-por-show-pago-com-verba-publica-acusado-de-ser-showmicio-pro-lula//Natividade/Créditos -> CONTRA FATOS
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