Ministros do TST criticam enunciação do presidente Mello Fruto que classificou magistrados uma vez que vermelhos e azuis durante evento do Dia do Trabalho
Por ContraFatos 04/05/2026 Atualizado em 04/05/2026
Integrantes do tribunal criticam Luiz Philippe Vieira de Mello Fruto por dividir magistrados em categorias ideológicas durante evento do 1° de Maio
A repercussão interna no Tribunal Superior do Trabalho (TST) foi imediata e negativa em seguida o presidente da Galanteio, ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Fruto, qualificar os magistrados trabalhistas uma vez que “vermelhos” ou “azuis”. A fala, feita durante o Congresso de Magistrados e Magistradas da Justiça do Trabalho, gerou reações duras entre colegas de tribunal.
O que disse Mello Fruto no evento
Ao discursar no congresso, realizado por ocasião do 1° de Maio, o presidente do TST afirmou que a Justiça do Trabalho se divide entre “quem tem interesse” e “quem tem justificação”. Ele se enquadrou na segunda categoria, a dos juízes “vermelhos”.
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“Nós, vermelhos, temos justificação”, disse. “Não temos interesse. E que fique muito simples isso, para quem fica divulgando isso cá no país. Nós temos uma justificação. E eles que se incomodem com a nossa justificação. Porque nós vamos estar lá lutando o tempo todo na resguardo da nossa instituição, porque as pessoas vulneráveis desse país precisam de nós. E a Constituição nos dá o poder para isso.”
Além da subdivisão entre magistrados, Mello Fruto afirmou que cabe ao TST limitar o “capitalismo selvagem e infrene”. Na mesma ocasião, criticou a “precarização” das relações de trabalho e o trabalho “plataformizado”, além de ter se posicionado em prol do termo da graduação 6×1.
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Reações internas revelam racha na Galanteio
A enunciação não passou despercebida entre os ministros do TST. Ouvido em caráter reservado, um integrante do tribunal classificou a postura de Mello Fruto uma vez que um “desserviço à Justiça do Trabalho”.
Outro magistrado da Galanteio avaliou que o presidente “tenta impor um pensamento único”, alguma coisa que, segundo ele, acaba provocando uma subdivisão entre os membros do tribunal.
Um terceiro membro do TST foi ainda mais enfático. Acusou Mello Fruto de agir com “truculência” e de buscar “intimidar colegas” que pensam dissemelhante.
Trajetória de Mello Fruto no TST
Luiz Philippe Vieira de Mello Fruto foi indicado ao TST pelo presidente Lula em 2005 e tomou posse no tribunal em 2006. Desde portanto, construiu sua curso na Galanteio até chegar à presidência do órgão.
A polêmica envolvendo a fala do presidente reacende o debate sobre os limites da atuação política de magistrados e sobre a imparcialidade esperada do Judiciário trabalhista brasílio.
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