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Dias depois, posição oposta sobre o Questionário das Fake News
Poucos dias posteriormente barrar a extensão da CPI, o mesmo ministro passou a tutelar publicamente a ininterrupção por tempo indeterminado do Questionário das Fake News, simples no STF em 2019 e que completou sete anos em março de 2026. Em entrevista ao Jornal da Mundo, Gilmar declarou que o sindicância “vai completar quando terminar” e que o tribunal deveria “mantê-lo pelo menos até as eleições”.
A diferença de tratamento chamou atenção. Enquanto uma investigação parlamentar com prazo definido foi considerada excessiva, uma apuração judicial sem data para fechamento recebeu endosso do decano da Galanteio.
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Editorial aponta sindicância porquê utensílio de autoproteção do STF
O editorial da Jornal do Povo é enfático ao qualificar a incoerência. “É evidente que Gilmar não defenderia justamente agora o término do sindicância no qual ele quer ver investigado o seu mais novo desafeto”, afirma o jornal. “Mas essa sinceridade tão propriedade de quem tem a certeza de poder fazer o que muito entende sem ser cobrado confirma (de novo) que o Questionário das Fake News de indumentária não passa de uma utensílio de autoproteção do Supremo e intimidação de seus críticos.”
O texto sustenta que o Questionário das Fake News é um exemplo simples de investigação prolongada sem critérios objetivos. “Se há um tanto que merece os adjetivos ‘indevido’ e ‘sem critério’, é o Questionário das Fake News”, afirma o editorial, lembrando que o procedimento foi instaurado de ofício pelo próprio STF, sem provocação do Ministério Público.
Histórico de controvérsias envolvendo o sindicância
A Jornal do Povo também reconstitui o trajectória da investigação, que nasceu com o objetivo de apurar ameaças à Galanteio, mas foi sendo ampliada ao longo dos anos. Segundo o jornal, o sindicância “já serviu para verberar críticos da Galanteio e veículos de notícia”, além de compreender fatos sem relação direta com o Supremo, porquê o cartão de vacinação do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O relator do Questionário das Fake News no STF é o ministro Alexandre de Moraes. Mais recentemente, Gilmar Mendes incluiu o governador de Minas Gerais, Zema, no escopo da mesma investigação, ampliando ainda mais o alcance do procedimento.
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https://www.contrafatos.com.br/contradicao-de-gilmar-expoe-dois-pesos-freou-cpi-e-sustentou-investigacao-sem-prazo//Nascente/Créditos -> CONTRA FATOS
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