O embate entre o ex-deputado federalista Alexandre Ramagem e a cúpula da Polícia Federalista (PF) ganhou um novo capítulo de subida tensão nesta semana. Em seguida a revelação de que o governo dos Estados Unidos determinou a expulsão de um solicitador da PF envolvido na recente detenção de Ramagem na Flórida, o ex-parlamentar utilizou suas redes sociais para desferir duras críticas à corporação e, especificamente, ao seu diretor-geral, Andrei Rodrigues.
A Provocação e a Referência a Londres
Em uma publicação em tom de deboche e repto, Ramagem cobrou um posicionamento público da direção da PF sobre o revés diplomático sofrido nos Estados Unidos.
“Aguardando a revelação pública cooperativa do diretor-geral da PF, Andrei ‘single malt Macallan’ Rodrigues…”, escreveu o ex-deputado.
A cognome irônica faz referência a um incidente ocorrido em Londres, onde o banqueiro Daniel Vorcaro teria promovido uma degustação de whisky da marca Macallan. O evento reuniu algumas autoridades brasileiras, entre elas o próprio diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o ministro do Supremo Tribunal Federalista (STF), Alexandre de Moraes.
Narrativas em Choque: A Prisão e a Rápida Soltura
O torcida para a crise institucional e diplomática foi a detenção de Alexandre Ramagem no dia 13 de abril, em Orlando. Logo em seguida o ocorrido, a Polícia Federalista divulgou uma nota solene alegando que a prisão resultava de uma “cooperação policial internacional” com o U.S. Immigration and Customs Enforcement (ICE).
Na ocasião, a PF justificou:
“O recluso é considerado fugido da Justiça brasileira em seguida pena pelos crimes de organização criminosa armada, de golpe de Estado e de tentativa de supressão violenta do Estado de Recta.”
No entanto, a narrativa solene da PF foi colocada à prova quando Ramagem foi solto pelas autoridades norte-americanas somente dois dias em seguida a detenção. Aliados do ex-deputado passaram a acusar autoridades brasileiras de tentar instrumentalizar o sistema de imigração americano para despojar a urgência de um pedido formal e legítimo de extradição.
A Dura Resposta dos Estados Unidos
A situação da Polícia Federalista brasileira se agravou na última segunda-feira (20), quando o Departamento de Assuntos do Hemisfério Ocidental dos EUA emitiu uma nota solene contundente, confirmando a expulsão da mando brasileira envolvida na operação.
O texto, compartilhado pela Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, foi evidente quanto às regras do país:
Manipulação do Sistema: “Nenhum estrangeiro pode manipular nosso sistema de imigração para contornar tanto pedidos formais de extradição quanto prolongar caças às bruxas políticas em território dos EUA.”
A Medida: “Hoje, solicitamos que o funcionário brasiliano relevante deixe nossa região por tentar fazer isso.”
A expulsão do solicitador e as falas incisivas do governo americano desidrataram a versão inicial de “cooperação internacional” apresentada pela PF, fornecendo munição política para Ramagem e seus aliados questionarem a legitimidade e a imparcialidade das ações da corporação.
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