Atriz afirmou em podcast que “o evangélico de hoje é o que há de pior no ser humano”; parlamentar pede investigação por intolerância religiosa
Uma enunciação feita pela atriz Luana Piovani durante participação no videocast Conversa Vai, Conversa Vem, do jornal O Mundo, exibido na quinta-feira (9), provocou reação institucional. O vereador Guilherme Kilter (Novo) formalizou junto ao Ministério Público Federalista (MPF) uma notícia de vestimenta solicitando a apuração das falas da artista contra evangélicos.
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O que disse Luana Piovani no podcast
Ao longo da entrevista, Piovani abordou sua relação com diferentes religiões e revelou ter se aproximado de práticas de matriz africana. Foi nesse contexto que direcionou críticas aos evangélicos:
“O evangélico de hoje é o que há de pior no ser humano. (…) Não respeita a fé do outro e virou agora uma indústria política. (…) Minha avó deve estar chorando lágrimas de sangue e deve estar orgulhosa de mim”, declarou a atriz.
Argumentos apresentados por Kilter ao MPF
Na representação enviada ao MPF, o parlamentar sustenta que a fala da atriz pode configurar intolerância religiosa, uma vez que atinge milhões de brasileiros que professam a fé evangélica. Kilter classificou as declarações uma vez que ofensivas e depreciativas:
“As falas carregam, sem sombra de dúvidas, um caráter ofensivo e depreciativo desse grupo religioso, buscando posicionar os adeptos da religião uma vez que inferiores e de caráter questionável”, argumentou o vereador.
Pedido de isonomia no tratamento de ofensas religiosas
Além de denunciar a fala em si, Guilherme Kilter cobrou que as autoridades apliquem os mesmos critérios a situações semelhantes, independentemente do grupo religioso atingido.
“É preciso usar o mesmo peso e a mesma medida para declarações uma vez que essa. Se outras generalizações ofensivas são perseguidas pelo Ministério Público, uma ofensa uma vez que essa contra milhões de brasileiros em razão de sua fé deve ser apurada com igual seriedade”, afirmou.
O que o vereador solicita ao Ministério Público Federalista
No documento protocolado, Kilter fez pedidos formais ao MPF. Entre eles estão:
- Introdução de procedimento investigatório para estudo de verosímil prática de intolerância religiosa;
- Apuração completa do caso;
- Adoção de medidas cabíveis, incluindo eventual responsabilização judicial;
- Retratação pública por secção da atriz Luana Piovani.
A representação reacende o debate sobre os limites da liberdade de frase quando direcionada a grupos religiosos no Brasil, país que conta com dezenas de milhões de fiéis evangélicos.
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