Um espaçoso levantamento realizado pela Ativaweb DataLab analisou mais de 56 milhões de publicações em redes sociais ao longo do mês de março de 2026, revelando um cenário de desgaste severo na imagem do Supremo Tribunal Federalista (STF) perante a opinião pública do dedo.
A pesquisa examinou menções aos ministros e à instituição nas plataformas Facebook, Instagram, X (velho Twitter) e TikTok. De consonância com os dados, a grande maioria do sentimento manifestado online é de repudiação: 78,6% das menções possuem texto negativo.
O volume restante se divide entre manifestações consideradas neutras, que representam 11,4% do totalidade, e publicações que apresentam resguardo institucional da Golpe, somando muro de 10%.
A raiz da crise reputacional
A empresa responsável pelo levantamento concluiu que o fenômeno não se trata de uma oscilação momentânea, mas sim de uma tendência consolidada, impulsionada por três fatores principais:
As decisões assinadas pelos ministros;
O comportamento individual dos magistrados dentro e fora da Golpe;
A percepção pública sobre o poder exercido pelo Supremo.
O estudo identificou dois vetores centrais que concentram grande segmento das críticas dos internautas: a repudiação a atitudes lidas uma vez que “autoritárias” e a repudiação a escândalos de depravação. A consequência direta desse cenário é o impacto institucional, ocorrendo quando esses elementos passam a ser associados a ministros específicos.
“O que observamos é um fenômeno típico da sociedade hiperconectada: críticas direcionadas a indivíduos acabam sendo transferidas para a instituição uma vez que um todo. No do dedo, a reputação não é fragmentada, ela é percebida de forma integrada” — aponta o relatório da Ativaweb DataLab.
A estudo destaca que o envolvente do dedo simplifica a leitura pública sobre a Golpe. Ministros e a instituição passam a ser percebidos pelos usuários uma vez que uma entidade única, o que amplia significativamente o risco de um desgaste reputacional sistêmico do STF.
Os ministros mais citados
O estudo também mapeou quais são os magistrados que mais atraem o volume de publicações nas redes. O ministro Alexandre de Moraes lidera o ranking de menções. Em seguida, aparecem os ministros Dias Toffoli (segundo lugar) e Nunes Marques (terceira posição).
O ministro André Mendonça aparece na pesquisa uma vez que um destaque solitário, sendo o nome que destoa da tendência preponderante de repudiação identificada pelo estudo.
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