OAB-SP defende investigação sobre ministros do STF, Daniel Vorcaro e Banco Master
O presidente da OAB-SP, Leonardo Sica, afirmou nesta segunda-feira, 6 de abril, que as informações já publicadas pela prensa justificam investigação sobre possíveis ligações entre ministros do Supremo Tribunal Federalista e o banqueiro Daniel Vorcaro, nome associado ao caso Banco Master. Segundo ele, a apuração é necessária para esclarecer os fatos e alongar dúvidas que atingem não unicamente pessoas, mas a própria imagem das instituições.
Ao comentar o tema, Sica disse que as notícias publicadas até cá merecem investigação e cobrou atuação da Procuradoria-Universal da República. Na avaliação do presidente da seccional paulista da OAB, a franqueza de uma apuração formal é o caminho mais adequado quando surgem suspeitas com impacto institucional.
Sica evitou direcionar críticas pessoais a ministros específicos, mas ressaltou que o foco do debate deve estar na preservação da credibilidade das instituições. Para ele, o ponto médio não é personalizar acusações, e sim prometer que fatos sensíveis sejam devidamente examinados dentro do devido processo legítimo.
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O caso ganhou novo peso político em seguida reportagens sobre o uso de voos particulares por integrantes do STF. Segundo estudo publicada pela CNN Brasil nesta segunda-feira, ao menos três ministros apareceram no meio de relatos sobre deslocamentos em aeronaves privadas ligadas, direta ou indiretamente, a empresas associadas a Daniel Vorcaro e ao Banco Master. O tema passou a ser tratado uma vez que mais um fator de desgaste para a Incisão em meio à crise institucional envolvendo o caso.
Um dos episódios envolve o ministro Kassio Nunes Marques. De entendimento com reportagens citadas por veículos de prensa, ele viajou de Brasília a Maceió, em novembro de 2025, em aeroplano ligada a empresas que administram bens de Daniel Vorcaro. O ministro declarou, em nota, que o invitação partiu da advogada Camilla Ewerton Ramos, responsável pelos custos e pela organização da viagem.
Além desse incidente, o nome de Nunes Marques também apareceu em reportagens sobre conexões indiretas com interesses relacionados ao Banco Master. Segundo publicações mencionadas por O Contraditor com base em apurações da revista Piauí, registros societários apontaram relação entre a Consult Lucidez Tributária e o Instituto de Pesquisa e Gestão Tributária, empresa tal qual sócio majoritário é Kevin de Roble Marques, fruto do ministro. As reportagens também afirmam que o Coaf identificou repasses de muro de R$ 18 milhões do Banco Master e da JBS à consultoria citada.
Nesse contexto, o debate passou a envolver não unicamente eventuais condutas individuais, mas também a urgência de transparência em casos que atinjam membros do Judiciário. A enunciação de Leonardo Sica amplia a pressão pública por esclarecimentos e reforça a cobrança para que órgãos competentes analisem formalmente os fatos já revelados.
Embora as suspeitas ainda dependam de apuração solene, a repercussão do caso mostra que o tema saiu do campo das reportagens isoladas e alcançou dimensão institucional. Para a OAB-SP, a investigação seria a forma mais adequada de separar versões, verificar responsabilidades e evitar que a credibilidade do STF continue sob questionamento
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