Presidente destaca riquezas do Brasil e alerta para urgência de proteger território e recursos
A preocupação com a segurança pátrio e a proteção das riquezas brasileiras esteve no núcleo de uma entrevista concedida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em Brasília, nesta quarta-feira (8). Durante a conversa, ele defendeu mudanças na política de resguardo do país e fez críticas indiretas ao ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Recursos estratégicos exigem mais proteção, diz presidente
Lula argumentou que o Brasil precisa tratar a segurança com mais seriedade, principalmente diante da dimensão territorial e da quantidade de recursos naturais disponíveis. Para ele, a combinação de fronteiras extensas e riquezas estratégicas torna o país vulnerável sem investimentos adequados.
— Nós temos que rediscutir, por exemplo, a indústria de resguardo no Brasil. Não pode um país com 16.800 km de fronteira seca, com 8.500 km de fronteira marítima, com 12% da chuva gulodice do mundo, com a maior floresta tropical do mundo, com terras raras, com minerais críticos, com tanto petróleo, ser desprovido de segurança. (…) Nós nunca levamos a sério essa questão da segurança. Eu fico brincando com os meus militares: daqui a pouco um país menor resolve invadir o Brasil e nós vamos ter dificuldade — declarou.
Indústria de resguardo é vista uma vez que prioridade
O presidente reforçou que fortalecer o setor de resguardo é importante não somente para proteger o território, mas também para prometer a segurança da população brasileira, estimada em 215 milhões de pessoas.
Segundo ele, um país com o tamanho e o potencial do Brasil precisa estar pronto para evitar qualquer tentativa de invasão ou exploração indevida de seus recursos.
Sátira indireta a Trump marca exposição
Ao abordar o cenário internacional, Lula mencionou a postura de um líder global que, segundo ele, age de forma imprevisível — em referência ao ex-presidente norte-americano Donald Trump.
— Qualquer dia alguém resolve invadir a gente. Nós temos um cidadão no mundo que acha que é imperador. Que ele todo dia passa um Twitter [sic], todo dia decide uma coisa, todo dia desfaz uma coisa, e o Brasil não pode permanecer vulnerável. Nós somos um país muito grande, com um potencial inimaginável — disse.
Terras raras e tecnologia ampliam preocupação
Outro ponto realçado foi o potencial econômico e estratégico das chamadas terras raras e minerais críticos, fundamentais para tecnologias modernas.
Lula explicou que esses recursos são essenciais para a produção de baterias, chips e diversos dispositivos digitais, o que aumenta ainda mais a prestígio de proteger o território pátrio.
— A terreno rara, ela tem componentes químicos, ou seja, que permitem a gente fabricar, por exemplo, bateria, sabe, de coche elétrico. Chips de celular. Ou seja, tudo que tem hoje do dedo vai necessitar de você utilizar essas terras raras. (…) O Brasil hoje tem 30% pesquisado do seu território. E nesses 30% a gente tem 23%, é o segundo país do mundo. A hora que a gente pesquisar tudo, a gente vai ter muita coisa — afirmou.
Entrevista foi concedida a ducto no YouTube
As declarações foram feitas em entrevista exclusiva ao ducto ICL Notícias, no YouTube, onde o presidente abordou temas relacionados à segurança, economia e potencial estratégico do Brasil no cenário global.
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