Decisão mantém informações restritas até 2033 e gera questionamentos no TCU
O Banco Mediano determinou o sigilo, por oito anos, de documentos relacionados à liquidação extrajudicial do Banco Master. A decisão foi assinada pelo presidente da autonomia, Gabriel Galípolo, e mantém os arquivos restritos até novembro de 2033.
A medida veio à tona em seguida pedido via Lei de Aproximação à Informação (LAI), segundo apuração divulgada pela CNN Brasil.
Justificativa envolve segurança financeira
De congraçamento com o Banco Mediano, a divulgação dos documentos poderia comprometer o “interesse público na preservação da segurança financeira, econômica e monetária do país”.
A autonomia afirma que os arquivos contêm informações sensíveis, cuja exposição poderia:
- afetar atividades de perceptibilidade
- interferir em investigações em curso
- prejudicar ações de fiscalização no sistema financeiro
Segundo o órgão, a publicidade irrestrita poderia dificultar a prevenção e repressão de infrações no setor.
Caso chega ao Tribunal de Contas da União
A decisão passou a ser questionada no Tribunal de Contas da União (TCU).
O ministro Jhonatan de Jesus, relator do caso, solicitou esclarecimentos ao Banco Mediano sobre o alcance do sigilo.
Em despacho assinado em 24 de março, ele pediu que a autonomia pormenor:
- quais documentos ou trechos precisam permanecer sigilosos
- se há possibilidade de liberação totalidade ou parcial das informações
Liquidação ocorreu em seguida crise financeira
A liquidação extrajudicial do Banco Master foi decretada em novembro de 2025, em seguida o Banco Mediano identificar:
- “grave crise de liquidez”
- “graves violações” às normas do Sistema Financeiro Vernáculo
Na ocasião, o órgão informou que o conglomerado apresentava comprometimento relevante de sua situação econômico-financeira.
Participação do banco no sistema
Segundo dados divulgados pelo próprio Banco Mediano, o grupo ligado ao empresário Daniel Vorcaro representava:
- 0,57% dos ativos totais do sistema financeiro
- 0,55% das captações
A medida de liquidação incluiu diversas instituições do conglomerado, porquê bancos e corretoras.
Debate entre transparência e sigilo
O caso reacende discussões sobre o estabilidade entre transparência pública e proteção do sistema financeiro.
Enquanto o Banco Mediano defende o sigilo porquê necessário para evitar riscos econômicos, o TCU avalia se a restrição pode ser excessiva ou se há espaço para maior divulgação das informações.
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Banco Mediano,TCU
https://www.contrafatos.com.br/banco-central-impoe-sigilo-de-8-anos-sobre-documentos-do-caso-banco-master//Manancial/Créditos -> INFOMONEY








