Presidente da percentagem afirma que convocado alegou impossibilidade de comparecer à oitiva marcada
A sessão da Percentagem Parlamentar Mista de Questionário do INSS prevista para esta segunda-feira (9) foi cancelada posteriormente o empresário Paulo Camisotti apresentar um atestado médico informando que não teria condições de comparecer ao testemunho para o qual havia sido regularmente convocado.
O expedido foi feito pelo presidente da percentagem, o senador Carlos Viana, que destacou que o documento foi entregue pouco antes do início da sessão. Segundo ele, o atestado apontava “impossibilidade de presença à oitiva para a qual estava regularmente convocado”.
Percentagem vê risco de manobras para atrasar investigações
O cancelamento reacendeu preocupações dentro da CPMI, que apura um esquema de fraudes bilionárias envolvendo empréstimos consignados e descontos indevidos em benefícios do Instituto Pátrio do Seguro Social.
Em enunciação contundente, Viana afirmou que a percentagem não aceitará tentativas de tardada nos trabalhos. “A CPMI não aceitará expedientes protelatórios nem o uso de atestados médicos porquê instrumento para esvaziar investigações”, disse o senador. Ele acrescentou que medidas legais e regimentais poderão ser adotadas, incluindo a transporte coercitiva, se houver urgência.
Ainda segundo o presidente, a percentagem seguirá atuando “com firmeza, responsabilidade e saudação às prerrogativas do Congresso Pátrio”, ressaltando que o objetivo é proteger aposentados, órfãos e viúvas afetados pelas irregularidades investigadas.
Outro testemunho também foi cancelado no mesmo dia
Antes mesmo do cancelamento envolvendo Paulo Camisotti, a CPMI já havia suspendido, nesta mesma segunda-feira, o testemunho do deputado estadual maranhense Edson Araújo (PSB). Ele é investigado pela Polícia Federalista no contexto da Operação Sem Desconto.
De concórdia com Carlos Viana, no caso de Edson Araújo não houve presença à perícia médica que havia sido previamente agendada junto à Junta Médica do Senado. “Aguardo o parecer solene para a adoção das medidas cabíveis”, declarou.
Presidente promete rigor no cumprimento das convocações
Na sequência, o senador reforçou o tom duro em relação às ausências. “Quero ser absolutamente simples: não aceitarei o descumprimento de atos formais da CPMI”, afirmou. Viana reiterou que, diante de recusas injustificadas, poderá recorrer a todos os instrumentos previstos em lei, inclusive a transporte coercitiva, para prometer o curso das investigações.
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