Yevgeny Safronov havia fugido do regime de Putin e relatava ameaças e ataques cibernéticos antes da morte
O jornalista russo Yevgeny Safronov, de 38 anos, morreu em seguida tombar do sétimo caminhar de um prédio residencial em Meudon, município nos periferia de Paris, na França. O corpo foi encontrado na manhã de quinta-feira (8/1). Safronov vivia exilado no país europeu desde que deixou a Rússia para evadir do governo de Vladimir Putin.
As autoridades francesas confirmaram que a queda ocorreu a partir da janela do apartamento alugado pelo jornalista. Um sindicância foi lhano para esclarecer as circunstâncias da morte e estimar o estado psicológico de Safronov nos dias anteriores ao incidente.
Nota alarmante e relatos de ameaças
Pouco antes de morrer, Safronov deixou uma mensagem escrita em russo, destinada à família, na qual afirmava que havia sido mira de um ataque cibernético em larga graduação. No texto, ele relatou invasões de contas pessoais e monitoramento de comunicações:
“Todas as minhas contas foram hackeadas. Minha conta do Telegram foi roubada. Todos os meus celulares e aplicativos foram clonados. Minhas mensagens de texto e conversas telefônicas foram interceptadas. Meu telefone foi infectado por hackers. Nunca trabalhei para os interesses da Rússia e nunca fui recrutado por ninguém.”
Segundo reportagem do tabloide britânico The Sun, Safronov aparentava estar em estado de pânico antes da queda, convicto de que estava sob vigilância do dedo e sofrendo ameaças de morte.
Amigos descrevem piora no estado mental
Um colega que falou com Safronov três dias antes da morte afirmou que o jornalista apresentava sinais claros de instabilidade emocional.
“Ele não estava muito. Parecia estar tendo um surto paranoico completo.”
Outro jornalista russo radicado em Paris relatou que Safronov dizia temer intimidação manente e vigilância, embora não esteja simples se essas preocupações tinham base em ameaças concretas ou se eram fruto de um quadro psicológico grave.
De harmonia com o jornal gálico Le Figaro, investigadores encontraram uma cadeira posicionada próxima ao peitoril da janela dentro do apartamento e medicamentos descartados em uma lixeira, elementos que agora fazem segmento da apuração solene.
Exílio e histórico de críticas ao Kremlin
Safronov deixou a Rússia em 2021, depois que o veículo Open Media, onde trabalhava, foi rotulado pelo Kremlin porquê “agente estrangeiro” — classificação amplamente criticada por entidades internacionais porquê instrumento para reprimir o jornalismo independente.
Ao longo da curso, o jornalista denunciou a perseguição a profissionais da prelo, os processos judiciais ligados a protestos e a repressão contra opositores do regime. Ele também acompanhou de perto os desdobramentos envolvendo o crítico do Kremlin Alexei Navalny, que foi envenenado com um agente nervoso e morreu na prisão no ano pretérito. Safronov alertava com frequência para o progressão das restrições à liberdade de frase sob o governo Putin.
Casos semelhantes reforçam clima de suspeita
A morte do jornalista se soma a outros episódios envolvendo dissidentes russos que morreram em seguida quedas de prédios, circunstâncias que frequentemente levantam dúvidas.
Em fevereiro do ano pretérito, o cantor e compositor Vadim Stroykin, de 58 anos, morreu em seguida tombar de um prédio em São Petersburgo. Oficialmente, ele era mira de uma operação policial por suposta doação de recursos ao Tropa da Ucrânia, considerado organização terrorista pela Rússia. Canais ligados ao Kremlin afirmaram que, durante a ação, o artista abriu uma janela e cometeu “um ato irreversível”, segundo o Moscow Times.
Dias antes, o coronel Artur Pryakhin morreu em seguida tombar de uma janela do quinto caminhar, de uma fundura aproximada de 15 metros, enquanto outro militar ficou gravemente ferido em um incidente semelhante. Apesar de a investigação ainda estar em curso, veículos oficiais rapidamente classificaram o caso porquê “suicídio”.
Já em setembro, o empresário Mikhail Rogachev, de 64 anos, morreu em seguida tombar de 35 metros da janela de seu apartamento em Moscou. Pessoas próximas afirmaram que ele não apresentava sinais de depressão e estava de bom humor pouco antes da morte, o que também levantou questionamentos.
Veja também
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https://www.contrafatos.com.br/jornalista-russo-exilado-na-franca-morre-apos-cair-do-setimo-andar-de-predio//Manadeira/Créditos -> INFOMONEY








