O deputado federalista Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o jornalista Paulo Figueiredo cumprem agenda estratégica nesta sexta-feira (9 de janeiro) na capital norte-americana. O objetivo das reuniões com congressistas e autoridades locais é tentar reativar as sanções da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federalista (STF).
A fala procura virar uma decisão recente da gestão de Donald Trump, que havia retirado as punições impostas anteriormente ao magistrado brasílio. A dupla tenta convencer o governo americano de que a revogação da medida foi um erro estratégico.
“Extremamente provável”
Em declarações feitas em seu ducto no YouTube, Paulo Figueiredo demonstrou otimismo quanto ao sucesso da missão, classificando o retorno das sanções uma vez que “extremamente provável”. O jornalista reconheceu os obstáculos diplomáticos, mas usou o histórico recente para validar a estratégia.
“Certamente não é fácil, mas também não era fácil que ele fosse sancionado. Mais uma vez, Eduardo e eu estaremos em Washington, em reuniões em procura de uma política externa americana mais favorável ao Brasil”, afirmou Figueiredo.
A tese da “Tortura” e o fator Venezuela
A novidade cartada da dupla envolve a apresentação de documentos atualizados que, segundo eles, comprovam a perenidade de violações de direitos humanos no Brasil. O principal argumento a ser apresentado aos congressistas republicanos é a argumento de que o ex-presidente Jair Bolsonaro continua sofrendo o que classificam uma vez que “tortura”.
Figueiredo sugeriu que a retirada das sanções por Trump pode ter sido uma manobra diplomática momentânea, possivelmente ligada a negociações envolvendo a Venezuela, mas argumentará que, a longo prazo, a medida prejudica a relação bilateral.
“Hoje, toda a documentação está pronta, a gente só precisa alongar esses novos fatos com a perenidade da tortura do presidente Jair Bolsonaro e seguir no processo de convencimento”, explicou o jornalista. Ele completou dizendo que buscará provar que a decisão de pacificar para Moraes “não é uma medida oportuna no longo prazo para a relação dos Estados Unidos com o Brasil”.
A movimentação na capital americana marca mais um capítulo na internacionalização da crise política brasileira, com aliados de Bolsonaro buscando pressão externa para influenciar os rumos do Judiciário no Brasil.
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