A mais recente pesquisa eleitoral de 2025 sobre a sucessão ao governo do Rio Grande do Sul indica um cenário cada vez mais consolidado e desempenado à polarização política pátrio. Levantamento realizado pela Brasmarket entre os dias 26, 27 e 29 de dezembro, com 1.800 entrevistas em 99 municípios gaúchos, mostra o deputado federalista Luciano Zucco (PL) na liderança isolada da corrida ao Palácio Piratini.
No cenário estimulado — quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados — Zucco aparece com 29,3% das intenções de voto. Ele abre vantagem confortável sobre o segundo disposto, o deputado estadual Edegar Pretto (PT), que registra 17,0%. A diferença supera a margem de erro da pesquisa, de 2,3 pontos percentuais, reforçando a consistência da liderança do parlamentar do PL.
Na sequência, surgem Juliana Brizola (PDT), com 11,0%, e o vice-governador Gabriel Souza (MDB), com 6,0%. Outros nomes testados aparecem com desempenho mais modesto: Covatti Rebento soma 3,0%, Marcelo Maranata 1,5% e Ernani Polo 0,8%. O levantamento também aponta um temporário ainda significativo de eleitores indecisos — 25,8% — além de 5,6% de votos brancos ou nulos.
Consolidação da direita no término de 2025
Apesar do número relevante de indecisos, a série histórica apresentada pela pesquisa indica um movimento típico de aproximação do ano eleitoral: a redução gradual de brancos, nulos e eleitores sem definição, com transmigração preferencial para os polos ideológicos mais claros.
Nesse contexto, o desempenho de Luciano Zucco se destaca não exclusivamente pelo percentual, mas pela segurança e identidade do voto. Ex-líder da oposição na Câmara dos Deputados até recentemente, Zucco se beneficia de subida visibilidade política e de um eleitorado fortemente identificado com a direita e o campo conservador, o que tende a conferir maior resiliência ao seu desempenho neste momento pré-eleitoral.
Do outro lado, Edegar Pretto consolida-se uma vez que o principal nome da esquerda no Estado, ocupando o papel de polo opositor oriundo. No entanto, até o momento, a pesquisa não indica sinais de reversão da vantagem do líder.
Pouco espaço para uma “terceira via”
Os números também revelam dificuldades para candidaturas que tentam se posicionar fora da polarização. Juliana Brizola e Gabriel Souza permanecem em patamares que oscilam dentro da margem de erro e não demonstram, por ora, força suficiente para romper o teto de propagação observado nas últimas medições. O cenário ao final de 2025 aponta, assim, para uma disputa concentrada entre dois campos muito definidos, com baixa permeabilidade para alternativas intermediárias.
Ponto de partida para 2026
Com pausa de crédito de 95%, amostragem robusta e abrangência estadual, a pesquisa da Brasmarket funciona uma vez que um marco de fecho do pré-ciclo eleitoral e oferece um retrato evidente do ponto de partida rumo a 2026. O levantamento não antecipa resultados, mas sinaliza tendências: liderança da direita, centralidade de Luciano Zucco na disputa e consolidação de um envolvente político fortemente polarizado no Rio Grande do Sul.
À medida que o calendário eleitoral avança, a expectativa é de intensificação do debate, com esses números servindo de referência para estratégias, alianças e reposicionamentos. Por ora, o cenário indica que a corrida ao Palácio Piratini começa 2026 com um predilecto evidente e contornos cada vez mais definidos.
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